The Ellen Degeneres Show é investigado por racismo e assédio moral

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Programa que prega a gentileza é acusado de racismo e assédio moral

Os produtores do programa são acusados de serem gentis somente quando as câmeras estão ligadas – Foto – Getty Images

A Produtora Warner começou a investigar o programa The Ellen Degeneres Show, depois que ex-funcionários tornaram público que, no local, aconteciam declarações racistas e intimidação contra funcionários.

Segundo uma ex-funcionária, que preferiu não se identificar, ela teve de lidar com comentários racistas durante um ano e meio de trabalho e que, após alguns episódios marcantes, resolveu sair. “Em uma festa de trabalho, um dos principais roteiristas disse que só sabia o nome de pessoas brancas que trabalhavam lá”, relatou em entrevista ao Buzz Feed News. A ex-funcionária também relata que foi repreendida em uma reunião com o produtor executivo do programa, após pedir aumento de salário e sugerir treinamento de diversidade e inclusão no programa.

Seja gentil

O lema do programa é “Seja Gentil”, mas, segundo um dos funcionários, o discurso de gentileza não é pregado com as câmeras ligadas. “Se quer ter seu próprio programa e ter seu nome no título do programa, ela precisa estar mais envolvida sobre o que realmente está acontecendo. Essa besteira de ‘seja gentil’ só acontece quando as câmeras estão ligadas”, relatou o funcionário ao BuzzFeed. 

Saúde e demissão

Uma licença médica, foi um dos motivos utilizado pela produção do programa para dispensar um funcionário. Ele conta que se internou após uma tentativa de suicídio, porém, na semana que voltou ao trabalho, seu contrato havia sido rescindido. “Eles não praticam o que pregam com o mantra “seja gentil”, disse o ex-funcionário ao Buzz Feed. 

Após as denúncias, executivos da Warner enviaram um documento interno aos funcionários, informando que contrataram uma empresa para averiguar como é o ambiente de trabalho no The Ellen Degeneres Show. Os produtores executivos Ed Glavin, Mary Connelly e Andy Lassner se posicionaram sobre as acusações dizendo que se esforçam para criar um ambiente de trabalho aberto, seguro e inclusivo. “Ao longo de quase duas décadas, 3 mil episódios e empregando mais de mil funcionários, nos esforçamos para criar um ambiente de trabalho aberto, seguro e inclusivo. Estamos, verdadeiramente, de coração partido e lamentamos saber que há alguém em nossa família de produção que teve uma experiência negativa. Não é quem somos e nem quem nos esforçamos para ser, e não a missão que Ellen estabeleceu para nós”, finaliza a nota.

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Fernanda De Souza

Graduada em jornalismo pela Centro Universitário Uni-BH, com 7 anos de experiência com Monitoramento de Notícia (Clipping Eletrônico). Atuação na elaboração de análises quantitativas e qualitativas que atende as necessidades da assessoria de comunicação.Vivência com produção e reportagem para revista, na área cultural.

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