A terapia hormonal da menopausa é o tratamento usados para aliviar sintomas comuns dessa fase para as mulheres.
Uma ampla revisão científica publicada na revista The Lancet Healthy Longevity concluiu que a terapia hormonal usada para tratar sintomas da menopausa não está associada nem a um aumento nem a uma redução consistente no risco de demência ou de comprometimento cognitivo leve. A análise incluiu mais de 1 milhão de mulheres e reuniu dados de dez diferentes estudos realizados ao longo de vários anos.
A terapia hormonal da menopausa é o tratamento usados por mulheres para aliviar sintomas comuns dessa fase para as mulheres, como ondas de calor, mudanças de humor e suores noturnos. O tratamento também pode ser conhecido como reposição hormonal. O debate científico sobre se esse tipo de terapia poderia influenciar o risco de demência persiste há décadas, mas os dados mais recentes não encontraram uma associação significativa em qualquer direção.

A análise sistêmica que combinou resultados de um ensaio clínico randomizado e nove estudos observacionais, totalizando 1.016.055 participantes investigou ainda se fatores como idade de início do tratamento, duração ou tipo específico de hormônio poderiam ter impacto no risco de desenvolver demência ou comprometimento cognitivo. Nenhum desses fatores mostrou influência consistente no risco.
Os pesquisadores destacam, no entanto, que a maior parte das evidências disponíveis tem grau de certeza moderado a baixo e que há falta de estudos controlados de longa duração. Por isso, apesar da conclusão atual, a necessidade de mais pesquisas de alta qualidade permanece, especialmente em subgrupos específicos de mulheres.
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Especialistas em saúde enfatizam que a decisão de usar a terapia hormonal deve ser feita individualmente entre paciente e médico, considerando principalmente o objetivo de aliviar sintomas da menopausa e os riscos conhecidos associados ao tratamento, e não com base na expectativa de prevenir ou causar demência.










