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	<title>Arquivos psicóloga - Noticia Preta - NP</title>
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	<description>Jornalismo Antirracista</description>
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	<title>Arquivos psicóloga - Noticia Preta - NP</title>
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		<title>Psicóloga alerta: autocobrança na vida adulta pode estar ligada a feridas da infância</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Notícia Preta]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 Oct 2025 13:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[autocobrança]]></category>
		<category><![CDATA[INFÂNCIA]]></category>
		<category><![CDATA[psicóloga]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A dificuldade em lidar com emoções e a sensação de que é preciso “dar conta de tudo” podem ter raízes profundas na infância. Segundo a psicóloga Bianca Reis, muitos adultos que vivem sob intensa autocobrança carregam feridas emocionais da criança que foram um dia, uma criança que não foi acolhida, não pôde expressar sentimentos e [&#8230;]</p>
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<p>A dificuldade em lidar com emoções e a sensação de que é preciso “dar conta de tudo” podem ter raízes profundas na infância. Segundo a psicóloga Bianca Reis, muitos adultos que vivem sob intensa autocobrança carregam feridas emocionais da criança que foram um dia, uma criança que não foi acolhida, não pôde expressar sentimentos e aprendeu a suprimir suas próprias dores.</p>



<p>“<em>Quando a sua criança interior está ferida, é comum o adulto entrar num processo de autocobrança muito desafiador, adoecedor e sem conseguir impor limites a si mesmo</em>”, explica Bianca.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1920" height="1277" data-attachment-id="10435" data-permalink="https://noticiapreta.com.br/mulher-triste-desempregada/" data-orig-file="https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2020/05/mulher-triste-desempregada.jpg" data-orig-size="1920,1277" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}" data-image-title="mulher triste, desempregada" data-image-description="" data-image-caption="" data-medium-file="https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2020/05/mulher-triste-desempregada-300x200.jpg" data-large-file="https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2020/05/mulher-triste-desempregada-1024x681.jpg" src="https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2020/05/mulher-triste-desempregada.jpg" alt="" class="wp-image-10435" srcset="https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2020/05/mulher-triste-desempregada.jpg 1920w, https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2020/05/mulher-triste-desempregada-300x200.jpg 300w, https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2020/05/mulher-triste-desempregada-1024x681.jpg 1024w, https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2020/05/mulher-triste-desempregada-768x511.jpg 768w, https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2020/05/mulher-triste-desempregada-1536x1022.jpg 1536w" sizes="(max-width: 1920px) 100vw, 1920px" /><figcaption class="wp-element-caption">A criança interior nada mais é, que uma parte do nosso inconsciente, onde estão algumas experiências e comportamentos da nossa infância, além das emoções que foram reprimidas. Foto: Pexels</figcaption></figure></div>


<p>A especialista destaca que a chamada <em>criança interior</em> representa a parte inconsciente que guarda experiências, comportamentos e emoções da infância, muitas vezes reprimidas. Quando essas vivências não são elaboradas, o adulto tende a repetir padrões de negação, buscando compensar o que não recebeu com atitudes de controle e perfeccionismo.</p>



<p>Na cultura brasileira, é comum ver adultos que cresceram ouvindo frases como “engole o choro” ou “isso não é motivo para chorar”. Para Bianca, esse tipo de discurso invalida as emoções da criança e a ensina a se calar diante da dor, o que mais tarde se transforma em um ciclo de isolamento e autossuficiência forçada.</p>



<p>LEIA TAMBÉM: <a href="https://noticiapreta.com.br/esses-aplicativos-estao-treinados-para-oferecer-respostas-que-agradam-psicologa-alerta-para-limites-do-uso-do-chatgpt-como-terapeuta/">“Esses aplicativos estão treinados para oferecer respostas que agradam”: psicóloga alerta para limites do uso do ChatGPT como terapeuta</a></p>



<p>“<em>O adulto que vive nesse processo não se permite errar, chorar ou ser acolhido. Ele assume a postura de quem precisa ser forte o tempo todo e acredita que fraquejar é sinônimo de fracasso</em>”, afirma a psicóloga.</p>



<p>Bianca reforça que a porta de entrada para a autocobrança exacerbada costuma se abrir na infância. “<em>Quando a criança não é acolhida e suas dores são minimizadas, ela cresce sem aprender a lidar com emoções, nem as suas, nem as dos outros. Isso gera adultos que vivem em alerta constante, tentando controlar tudo para não reviver a instabilidade que sentiram na infância”</em>, conclui.</p>
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		<title>Uso de IA em terapia cresce no Brasil e especialistas defendem limites</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jaice Balduino]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 21 Sep 2025 17:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Ia]]></category>
		<category><![CDATA[psicóloga]]></category>
		<category><![CDATA[terapia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um levantamento divulgado pela agência de comportamento Talk Inc, aponta que mais de 12 milhões de brasileiros já utilizam recursos de Inteligência Artificial (IA) para fazer terapia. Desses, cerca de 6 milhões recorrem, especificamente, ao ChatGPT como forma de apoio emocional. A pesquisa da Talk Inc entrevistou mil pessoas com mais de 18 anos, de [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Um levantamento divulgado pela agência de comportamento <strong>Talk Inc</strong>, aponta que mais de 12 milhões de brasileiros já utilizam recursos de Inteligência Artificial (IA) para fazer terapia. Desses, cerca de 6 milhões recorrem, especificamente, ao ChatGPT como forma de apoio emocional. A pesquisa da Talk Inc entrevistou mil pessoas com mais de 18 anos, de diferentes regiões e classes sociais.</p>



<p>Já uma pesquisa feita pelo Observatório Fundação Itaú e Datafolha, aponta que 82% dos brasileiros já ouviram falar de IA, mas apenas 54% afirmam compreender o que o termo significa. Apesar disso, 93% utilizam alguma ferramenta que aplica a tecnologia em seu cotidiano.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" width="640" height="434" data-attachment-id="206531" data-permalink="https://noticiapreta.com.br/uso-de-ia-em-terapia-cresce-no-brasil-e-especialistas-defendem-limites/artificial-intelligence-3964530_640/" data-orig-file="https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2025/09/artificial-intelligence-3964530_640.jpg" data-orig-size="640,434" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}" data-image-title="artificial-intelligence-3964530_640" data-image-description="" data-image-caption="" data-medium-file="https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2025/09/artificial-intelligence-3964530_640-300x203.jpg" data-large-file="https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2025/09/artificial-intelligence-3964530_640.jpg" src="https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2025/09/artificial-intelligence-3964530_640.jpg" alt="" class="wp-image-206531" srcset="https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2025/09/artificial-intelligence-3964530_640.jpg 640w, https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2025/09/artificial-intelligence-3964530_640-300x203.jpg 300w" sizes="(max-width: 640px) 100vw, 640px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em>Foto: Pixabay</em></figcaption></figure></div>


<p>O fenômeno não é exclusivo do Brasil. De acordo com a Harvard Business Review, em 2025 o principal uso global da IA será voltado justamente para terapia e companhia, superando funções como organização pessoal e apoio na busca por propósito de vida. </p>



<p>E, todos esses números levantam uma questão: até que ponto essa familiaridade pode se estender a contextos sensíveis, como a psicoterapia? O Notícia Preta entrevistou duas psicólogas que avaliaram o tema com cautela.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Risco de banalização da prática</h3>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p>Para Elenice dos Santos, psicóloga clínica e social, o uso da IA em terapias é <strong>“totalmente incorreto”</strong>. <em>“Não se trata de um profissional formado em psicologia dando orientações com base científica. É muito arriscado ouvir ou ler conselhos que não vêm de um profissional de saúde mental”</em>, afirma.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>Ela ressalta que a tecnologia não consegue estabelecer contratos terapêuticos, fundamentais para assegurar princípios éticos como sigilo e ambiente adequado de escuta. <em>“Lidar com uma IA significa lidar com dados e arquivos, e não com um ser humano. Isso pode resultar em colocações erradas e até prejudicar a<a href="https://noticiapreta.com.br/saude-mental-estudo-mostra-que-48-dos-adolescentes-dizem-que-midias-sociais-tem-impactos-negativos/"> saúde mental</a> do indivíduo”</em>, completa.</p>
</blockquote>
</div></div>
</div></div>



<h3 class="wp-block-heading">Apoio complementar, não substituto</h3>



<p>Já a psicóloga Denise Edineia da Silva, com atuação em diversidade e desenvolvimento organizacional, acredita que a IA pode ter um papel limitado de apoio, mas não substitui a relação terapêutica.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p><em>“A inteligência artificial pode e deve ser usada em atividades repetitivas, como organização de informações ou transcrição de atendimentos. Mas a psicoterapia é um encontro entre pessoas, uma conexão de almas. Esse aspecto humano a IA não é capaz de oferecer”</em>, diz.</p>
</blockquote>
</blockquote>



<p>Segundo Denise, escutar não é apenas interpretar palavras, mas compreender nuances, emoções e subjetividades, algo fora do alcance dos algoritmos.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Questões éticas e de privacidade</h3>



<p>O uso de plataformas de IA também acende alertas éticos. <em>“Sem a presença de um profissional qualificado, as informações ficam expostas, comprometendo privacidade e sigilo”</em>, avalia Denise.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>Elenice complementa: <em>“Na psicoterapia, ética e contrato de sigilo são pilares do processo, algo que uma ferramenta tecnológica não assegura”</em>.</p>
</blockquote>



<h3 class="wp-block-heading">Limites da tecnologia</h3>



<p>Ambas as especialistas convergem em um ponto: a tecnologia pode auxiliar em tarefas de apoio, mas não substituir a relação terapêutica. <em>“O essencial é que a análise e a condução do processo permaneçam sempre sob responsabilidade do psicólogo”</em>, reforça Denise.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<figure class="wp-block-pullquote has-text-align-left"><blockquote><p>“Psicoterapia é com psicólogo”, conclui Elenice.</p></blockquote></figure>
</blockquote>
</blockquote>
</blockquote>
</blockquote>



<p>O estudo do Datafolha indica alta exposição dos brasileiros a ferramentas de IA, mas nem sempre acompanhada de compreensão sobre seus limites. Para Denise, isso pode aumentar uma aceitação acrítica.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p><em>“Muitas pessoas não entendem como a IA opera: ela é limitada a tarefas repetitivas e incapaz de lidar com sentimentos e emoções. E justamente sentimentos e emoções são a base da psicoterapia”</em>, afirma.</p>
</blockquote>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<h3 class="wp-block-heading">Rede pública em expansão</h3>



<p>Enquanto cresce a adesão a ferramentas digitais para suporte emocional, a rede pública de saúde mental no Brasil também passa por um processo de fortalecimento. Segundo o Ministério da Saúde, o país ultrapassou em 2024 a marca de 3.019 Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) habilitados, presentes em 2.007 municípios, o que coloca o Brasil entre as maiores redes públicas de saúde mental do mundo. Atualmente, a cobertura é de 1,13 CAPS para cada 100 mil habitantes, com destaque para o Nordeste (1,28) e o Sul (1,27), acima da média nacional.</p>



<p>Ainda de acordo com o estudo, nos últimos dois anos, o orçamento da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) cresceu 38%, somando mais de R$ 2,3 bilhões em 2024. Além disso, o Novo PAC destinou R$ 437 milhões para a construção de 202 novos CAPS em 188 municípios, reforçando o cuidado em liberdade como política pública.</p>



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-9d6595d7 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<p>Na prática, o consenso entre especialistas é que a tecnologia pode ser útil em rotinas administrativas e organizacionais, mas a escuta terapêutica permanece.</p>
</div>
</div>
</blockquote>



<p><strong>Leia também: </strong><a href="https://noticiapreta.com.br/saude-mental-estudo-mostra-que-48-dos-adolescentes-dizem-que-midias-sociais-tem-impactos-negativos/">Saúde mental: estudo mostra que 48% dos adolescentes dizem que mídias sociais têm impactos negativos</a></p>



<p><em>Elenice dos Santos é psicóloga social em um SASF, psicóloga clínica particular. Formada em Psicologia pela Universidade Santo Amaro há 4 anos, pós-graduada em Psicologia Hospitalar, Psiquiatria e saúde Mental, e Neuropsicologia.</em></p>



<p><em>Denise Edineia da Silva é psicóloga formada pela Uniara (2010), com MBA em Desenvolvimento Humano de Gestores pela FGV e certificação internacional em Coaching e Mentoring. Fundadora da <a href="https://www.instagram.com/ujamaacarreira/">Ujamaa Consultoria</a>, atua com foco em diversidade, equidade racial e desenvolvimento organizacional, apoiando empresas e lideranças na construção de culturas inclusivas e sustentáveis.</em><br></p>
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		<title>Empresa quer contratar cuidadoras de idosos que “não sejam negras e gordas”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Igor Rocha]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Nov 2019 14:30:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
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		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Elisangela Carlos Lopes, 41 anos, denunciou um caso de racismo explícito em uma oportunidade de emprego em Belo Horizonte (MG). Segundo ela, a vaga de cuidadora de idosos exigia que as candidatas não fossem negras e gordas. O caso foi registrado na Polícia Civil, no início de novembro, e a vítima informou que precisava complementar [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Elisangela Carlos Lopes, 41 anos, denunciou um caso de racismo explícito em uma oportunidade de emprego em Belo Horizonte (MG). </p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" data-attachment-id="6849" data-permalink="https://noticiapreta.com.br/racismo-vaga-emprego-850x491-2/" data-orig-file="https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2019/11/racismo-vaga-emprego-850x491-1-1.jpg" data-orig-size="850,491" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}" data-image-title="racismo-vaga-emprego-850&#215;491" data-image-description="" data-image-caption="" data-medium-file="https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2019/11/racismo-vaga-emprego-850x491-1-1-300x173.jpg" data-large-file="https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2019/11/racismo-vaga-emprego-850x491-1-1.jpg" src="https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2019/11/racismo-vaga-emprego-850x491-1.jpg" alt="" class="wp-image-6849"/><figcaption><em>Print da conversa entre a psicóloga e a vítima de racismo &#8211; Foto: BHAZ</em></figcaption></figure>



<p>Segundo ela, a vaga de cuidadora de idosos exigia que as candidatas não fossem negras e gordas. O caso foi registrado na Polícia Civil, no início de novembro, e a vítima informou que precisava complementar a renda, por isso procurou a vaga. “Atualmente estou trabalhando, mas essas oportunidades são divulgadas e muita gente pega para fazer freela e aumentar a renda. Naquele momento, eu percebi que, caso eu tivesse desempregada, eu continuaria sem trabalho, só por conta da minha cor. A gente passa por muita coisa na vida, mas aquilo foi um absurdo”, desabafou. </p>



<p>Ainda de acordo com a vítima, entrou em contato com a psicóloga e reclamou da situação que havia passado. “Eu disse tudo que eu estava sentindo e mostrei como eu estava com meu coração dilacerado. Aquilo acabou comigo, fiquei desesperada, chorando, pois é muito doloroso passar por isso”, relatou.</p>



<p>A vaga foi divulgada pela psicóloga Fernanda Spadinger, que mantém uma lista de transmissão com dezenas de profissionais cuidadores de idosos. A oportunidade seria para trabalhar como <em>folguista </em>em uma das filiais da “Home Angels” em BH, empresa referência no setor. A empresa, por sua vez, nega que tenha divulgado a vaga com a descrição racista e alega que, na verdade, o texto teria sofrido alterações por parte da psicóloga que divulgou a oportunidade em uma lista de transmissão. A psicóloga alega que&nbsp; que não fez qualquer alteração na mensagem e afirma que repassou a vaga “sem ler corretamente” e “sem o cuidado necessário”.&nbsp;</p>



<p>Elisângela disse ainda que, na sequência, Fernanda teria se desculpado e oferecido um acompanhamento psicológico a ela. Contudo, a mulher negou o atendimento e garantiu que levará o caso à Justiça. “Como vou ter acompanhamento com uma pessoa que causou uma situação dessas? Não tem jeito”, afirmou.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter is-resized"><img decoding="async" data-attachment-id="6850" data-permalink="https://noticiapreta.com.br/vaga-racista/" data-orig-file="https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2019/11/vaga-racista-.jpg" data-orig-size="715,1142" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}" data-image-title="vaga-racista-" data-image-description="" data-image-caption="" data-medium-file="https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2019/11/vaga-racista--188x300.jpg" data-large-file="https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2019/11/vaga-racista--641x1024.jpg" src="https://i2.wp.com/noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2019/11/vaga-racista-.jpg?fit=641%2C1024&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-6850" width="446" height="712" srcset="https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2019/11/vaga-racista-.jpg 715w, https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2019/11/vaga-racista--188x300.jpg 188w, https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2019/11/vaga-racista--641x1024.jpg 641w" sizes="(max-width: 446px) 100vw, 446px" /></figure></div>



<p>Porém, na resposta da mensagem [imagem acima], a psicóloga responde &#8220;a exigência é deles e não minha! não posso fazer nada&#8221;, o que revela que ela leu a mensagem e sabia do seu teor. </p>
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		<title>&#8220;Empatia para superar o racismo no Brasil&#8221;, diz psicóloga</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Wellington Andrade]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 31 Mar 2019 16:42:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[psicóloga]]></category>
		<category><![CDATA[racismo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>“Conhecimento, união, compaixão e empatia são elementos para que deixemos de normalizar o racismo tão doloroso para os negros deste país”. Essa frase orienta o pensamento de Lívia Marques, psicóloga organizacional e clínica com foco em Terapia Cognitiva Comportamental. Com mais de 10 anos de experiência nessa área, Lívia explica que o preconceito racial na [&#8230;]</p>
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<p>“Conhecimento, união, compaixão e empatia são elementos para que deixemos de normalizar o racismo tão doloroso para os negros deste país”. Essa frase orienta o pensamento de Lívia Marques, psicóloga organizacional e clínica com foco em Terapia Cognitiva Comportamental.<br></p>



<p>Com mais de 10 anos de experiência nessa área, Lívia explica que o preconceito racial na sociedade brasileira existe desde a chegada do primeiro negro no país. &#8221; Pensar que temos uma estrutura opressora mantida por uma minoria é um soco no estômago. Qualquer um entende e se sente oprimido&#8221;.<br></p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" data-attachment-id="3152" data-permalink="https://noticiapreta.com.br/psicologa-livia-marques-imagem-para-divulgacao/" data-orig-file="https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2019/03/Psicologa-Livia-Marques-Imagem-para-divulgacao.jpg" data-orig-size="640,427" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}" data-image-title="Psicóloga Livia Marques &#8211; Imagem para divulgação" data-image-description="" data-image-caption="&lt;p&gt;Psicóloga Livia Marques &#8211; Imagem: divulgação&lt;/p&gt;
" data-medium-file="https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2019/03/Psicologa-Livia-Marques-Imagem-para-divulgacao-300x200.jpg" data-large-file="https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2019/03/Psicologa-Livia-Marques-Imagem-para-divulgacao.jpg" src="https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2019/03/Psicóloga-Livia-Marques-Imagem-para-divulgação.jpg" alt="" class="wp-image-3152"/><figcaption>Psicóloga Livia Marques &#8211; Imagem: divulgação</figcaption></figure>



<p>Mas pensar em medidas para que essa barreira seja ultrapassada é dever de toda a sociedade, na opinião da psicóloga. &#8221; Validar o racismo é &nbsp;ver algo acontecer com o negro e se calar. Podemos e devemos fazer algo diferente, sem ocupar o espaço de fala do negro, mas levar esclarecimento e não minimizar essa dor.&#8221; pontua a especialista. <br></p>



<p>Lívia também destaca como o racismo estrutural impõe padrões na sociedade. &#8221; Esse racismo promove a exclusão e a impossibilidade do lugar de fala do negro em muitas situações. Mas hoje vemos a quebra dessas barreiras, onde os negros têm tomado posse aos poucos do seu espaço.&#8221;<br></p>



<p>A seguir duas questões que reforçam a importância de colocar o racismo em constante debate na sociedade:</p>



<p class="has-text-color has-luminous-vivid-orange-color">NP: O racismo está mais evidente hoje? <br></p>



<p>Lívia: Parece que hoje o racismo tomou uma proporção maior, mas na verdade ele está sendo mais debatido e muito mais propagado. O racismo impacta de forma negativa o psicológico dos negros e quando falamos de mulheres negras ainda podemos falar da hiperssexualização dos corpos femininos negros.</p>



<p class="has-text-color has-luminous-vivid-orange-color">NP: Como reagir se for vítima de racismo?<br></p>



<p>Lívia: O ideal é fazer a denúncia, porque racismo é crime e deve ser realmente combatido. Sempre digo que quando nos deparamos com vítimas de racismo precisamos validar a dor e fala dessa pessoa, além de acolhê-la neste momento.<br></p>
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		<title>Psicóloga alerta para a trágica consequência do racismo estrutural em   corpos negros</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Lídia Michelle Azevedo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 Feb 2019 12:00:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Espelho]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[corpos negros]]></category>
		<category><![CDATA[palmitagem]]></category>
		<category><![CDATA[psicóloga]]></category>
		<category><![CDATA[racismo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A constatação do alto índice de suicídio entre a comunidade negra, principalmente dos mais jovens, deixou claro que o racismo estrutural mata. Se por um lado é “comemorada” a queda do mito da democracia  racial brasileira, por outro, foi exigido da comunidade negra um poder  de ação e reação mais forte e rápido para manter-se de pé. [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A constatação do alto índice de suicídio entre a comunidade negra, principalmente dos mais jovens, deixou claro que o racismo estrutural mata. Se por um lado é “comemorada” a queda do mito da democracia  racial brasileira, por outro, foi exigido da comunidade negra um poder  de ação e reação mais forte e rápido para manter-se de pé.</p>



<p>De acordo com dados do Ministério da Saúde e da Universidade de  Brasília, divulgados em janeiro de 2019 na coluna do Ancelmo Gois, no site O Globo, o índice de suicídios de jovens e adolescentes negros (10 a 29 anos) passou de 4,88 mortes para cada 100 mil, em 2012, para  5,88, em 2016. No Brasil, a cada dez jovens que se suicidaram em 2016 (o ano mais recente da pesquisa), seis eram negros.</p>



<p>“O estereótipo relacionado aos corpos negros machuca. O racismo estrutural faz com que o negro adoeça realmente. Digo isso pois hoje o lugar de fala e a possibilidade de conhecimento aumentaram e vemos pessoas enfrentando o racismo. Mas o racismo dói. Demanda muito da psiquê de cada um de nós. Ver os nossos mortos por serem negros, ver os corpos femininos banalizados ou, de uma forma mais real, sexualizados muito cedo, dói. O enfrentamento é constante”, explica Livia Marques, psicóloga, professora universitária, palestrante e  escritora, que continua:</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><img decoding="async" data-attachment-id="1719" data-permalink="https://noticiapreta.com.br/thaislyrafotografia-nappy/" data-orig-file="https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2019/02/thaislyrafotografia-nappy--scaled.jpg" data-orig-size="2048,1365" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}" data-image-title="Psicóloga alerta para a trágica consequência do racismo estrutural em   corpos negros" data-image-description="" data-image-caption="" data-medium-file="https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2019/02/thaislyrafotografia-nappy--300x200.jpg" data-large-file="https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2019/02/thaislyrafotografia-nappy--1024x683.jpg" src="https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2019/02/thaislyrafotografia-nappy-.jpg" alt="" class="wp-image-1719"/></figure></div>



<p> “O racismo até então não existia no Brasil. ‘Brasil é o país da  democracia racial’, eita que frase bonita, só que não! O Brasil vela o racismo. O nosso país e a nossa sociedade vela todo esse sofrimento e o invalida o tempo todo. Hoje, negros e brancos podem achar que nossa  fala é ‘mimimi’, o que faz com que essas relações sociais possam ficar  desestruturadas por conta do enfrentamento constante. Simplesmente e infelizmente o tempo todo”.</p>



<p> Esse enfrentamento existe, inclusive, quando ocupa-se determinados lugares de poder e saber, como a Academia. Mesmo quando está nesses lugares de produção de conhecimento, sua presença e sua produção é questionada. O racismo estrutural, então, é apresentado de forma refinada, na maior parte das vezes, mas sempre deixando claro que  neste local não é esperada a presença de um corpo negro.</p>



<p> “Quanto mais subimos, mais fazemos o teste do pescoço para acharmos  nossos pares. E às vezes não os achamos. Como palestrante e psicóloga vivo isso no dia a dia. Seja presencialmente ou virtualmente. Mas não podemos nos deixar abater. Esses espaços são conquistas. E precisamos ocupá-los com todo nosso potencial e puxarmos os nossos”, afirma a  intelectual.</p>



<p class="has-text-color has-luminous-vivid-orange-color"><br> Afetividade</p>



<p>Além dos enfrentamentos vividos para ocupar lugares devidos, há também na atualidade a urgência na discussão sobre empatia e afetividade  dentro do próprio movimento negro. Assuntos como &#8220;palmitagem&#8221; e  colorismo estão em foco no momento. Compreendendo o contexto em que  isso acontece, Livia Marques pontua a importância de cada um se  entender como indivíduo antes de dar um passo na direção do outro.<br> <br> “Ultimamente, estas discussões estão muito em alta, sim. Hoje, &#8216;palmitagem&#8217; é algo muito debatido, principalmente quando falamos de  relacionamentos amorosos. Já perceberam? Mas eu gosto muito de  salientar que local social, que espaço esse corpo negro, por exemplo,  falando de amor, está ocupando? Pois a tendência de nos relacionarmos  com pessoas do nosso meio é maior. Precisamos realmente avaliar a  questão antes de qualquer fala ou apontamento. O colorismo também está muito discutido. Na mídia, na área de cosmética, nas cotas. E é  importante que possamos falar mais sobre, pois falamos de mobilidade social”, aponta a também professora universitária, que é didática ao apresentar o panorama da mulher e do homem:<br> <br> “A mulher precisa começar a cuidar da sua autoestima e do seu amor próprio. Sua aceitação de que ela é mulher. Mulher negra que merece sim ser amada e não é apenas um corpo. Precisa entender que não deve  baixar a cabeça e ceder a qualquer um por acharem que ela não foi  feita para casar. Já os homens, a priori, precisam entender o que é amor. Que é possível amar e não ter vergonha de não acompanhar o  padrão social dele, e por isso ter que casar apenas com pessoas  brancas. Ou ter relacionamentos com pessoas brancas. O negro também é amado. Não tenha vergonha e nem se sinta inferior de ter seu amor preto”.</p>
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		<title>Quando a normalização do Racismo acabará?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Notícia Preta]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 17 Feb 2019 14:16:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Livia Marques]]></category>
		<category><![CDATA[psicóloga]]></category>
		<category><![CDATA[racismo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por: Psicóloga Livia Marques &#8211; CRP 05/37353 Essa é a pergunta que não cala e que é necessária ser feita. Hoje em horário “nobre” da TV brasileira temos um programa muito famoso em que o racismo vem acontecendo de forma bem explícita. E? Bem, como Psicóloga, posso afirmar que o Racismo gera marcas Psicológicas e [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><em>Por: Psicóloga Livia Marques &#8211; CRP 05/37353</em></p>



<p>Essa é a pergunta que não cala e que é necessária ser feita.
Hoje em horário “nobre” da TV brasileira temos um programa muito famoso em que
o racismo vem acontecendo de forma bem explícita. E?</p>



<p>Bem, como Psicóloga, posso afirmar que o Racismo gera marcas
Psicológicas e nos faz adoecer.</p>



<p>Antes de tudo gostaria de me apresentar a vocês: Sou
Psicóloga Livia Marques, tenho mais de 10 anos de experiência na área, seja ela
clínica ou organizacional. Hoje tenho meu próprio espaço em que atendo meus
pacientes. Sou Professora universitária, mulher negra. Que ano passado passou
por uma pancada pois veio à tona até onde eu poderia saber da minha
ancestralidade. Até onde me permitiram né? Muitos documentos da escravidão foram
queimados e/ou nem registrados.</p>



<figure class="wp-block-image alignwide"><img decoding="async" data-attachment-id="1469" data-permalink="https://noticiapreta.com.br/vic-tor-nappy-2/" data-orig-file="https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2019/02/vic-tor-nappy--scaled.jpg" data-orig-size="2048,1366" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}" data-image-title="racismo" data-image-description="" data-image-caption="" data-medium-file="https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2019/02/vic-tor-nappy--300x200.jpg" data-large-file="https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2019/02/vic-tor-nappy--1024x683.jpg" src="https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2019/02/vic-tor-nappy-.jpg" alt="" class="wp-image-1469"/></figure>



<p>Vamos lá: </p>



<ul class="wp-block-list"><li>Tópico importante: Não existe racismo reverso.
Gente não falem isso. Pois o racismo é algo real que começou com a colonização
do Brasil, onde pessoas morriam em navios negreiros, pessoas se jogavam ao mar
para não passarem pela escravidão, mães eram separadas dos filhos ainda
pequenos (Olha aqui a Terapia do apego, e dizem que não dá para contextualizar
a Psicologia nisso tudo). Mulheres eram estupradas e violentadas, sem falar
absolutamente nada. Ah! Só para lembrar, estou falando de pessoas, indivíduos
negros.</li></ul>



<p>E aí, depois de tudo isso vocês acham que o racismo reverso
acontece? Vale a sua reflexão.</p>



<p>Dentro da linha em que trabalho, a Terapia Cognitiva
Comportamental, em que levamos em consideração a vida da infância até a vida
adulta. De como a cognição desta pessoa vai se formando, preciso levar em
consideração o contexto sócio, histórico, cultural e político que as pessoas
vivem. </p>



<p>Hoje temos mais negros em faculdades, formados e com um
esclarecimento das suas demandas e de sua história de forma potente. Isso é
maravilhoso. Temos escritoras, como: Conceição Evaristo (Imortal sim),Djamila
Ribeiro, Teresa Cárdenas, Eliane Alves Cruz e muitas (os) outras(os). Isso é
muito maravilhoso, nossa história contada e dita por nós. Pois antes nós éramos
objetos de estudos e não falávamos da nossa subjetividade. Dentro da
Psicologia, no site do CFP, temos um documento sobre Relações Raciais, muito
bem escrito e que deixa bem claro que a Psicologia precisa ser agente modificador
na questão do racismo.</p>



<p>O racismo impede e/ou oprime a construção da subjetividade
do povo negro (que é a maioria neste país) em detrimento da subjetividade do
grupo que é a minoria. Mais isso vem desde a nossa colonização em que faz com
que o discurso, a fala, a atitude do negro seja invalidade em todos os
sentidos. Nesta questão de invalidação falo de um processo de desgaste alto da
psique do indivíduo. Pois faz com que muitos se sintam inferiores e descrentes
da mudança social. As vezes de que a luta não leva a nada, podemos falar de
Depressão, de transtorno de ansiedade, bordeline, estresse pós traumático
dentre outros. Isso é sério. E digo mais, o número de jovens negros que se
suicidam é grande. Então uma pessoa branca dizer para você que sofre o mesmo
que você dentro de uma loja quando o vendedor vai atrás é no mínimo para
pensar. Imaginem você narrando:</p>



<p>“Cheguei em tal loja e o segurança, a vendedora ficavam
sempre comigo a vista, pedi um produto e ela descrente falou o valor e de
imediato disse que tinha um mais barato” ou então: Voc~e está na loja e o
segurança vai te acompanhando para saber o que você está fazendo, sabiam que
alguns negros já entram na loja mostrando a bolsa ou perguntando se precisa
lacrar a bolsa? Simplesmente para não passar por algo ruim.</p>



<p>É, enquanto isso m a emissora não se pronuncia, tem um time
de atores que são do movimento antirracista e nada de se pronunciar. </p>



<p>Pessoal tudo isso que expus é como psicóloga que busca
embasamento e como uma pessoa que construiu e constrói a sua subjetividade no
dia a dia, me acolhendo para poder acolher os meus de minha comunidade.</p>
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		<title>“Devemos contribuir para a auto aceitação das nossas crianças negras”, diz psicóloga</title>
		<link>https://noticiapreta.com.br/devemos-contribuir-para-a-auto-aceitacao-das-nossas-criancas-negras-diz-psicologa/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=devemos-contribuir-para-a-auto-aceitacao-das-nossas-criancas-negras-diz-psicologa</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Thais Bernardes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 19 Jan 2019 09:12:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Espelho]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[auto confiança]]></category>
		<category><![CDATA[autoestima]]></category>
		<category><![CDATA[crianças negras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Existem cerca de 57 milhões de crianças e adolescentes no Brasil, destes, 31 milhões são meninas e meninos negros, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Cuidar da a autoestima e da aceitação destas crianças é cuidar dos nossos futuros adultos e formar uma sociedade com mais aceitação e respeito. Muitas vezes [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Existem cerca de 57 milhões de crianças e adolescentes no Brasil, destes, 31 milhões são meninas e meninos negros, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Cuidar da a autoestima e da aceitação destas crianças é cuidar dos nossos futuros adultos e formar uma sociedade com mais aceitação e respeito. Muitas vezes a construção da autoestima passa pelos cabelos.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma pesquisa realizada pelo Instituto Locomotiva aponta que a maioria da população negra no Brasil já foi vítima de alguma ofensa racial: 72% dos negros brasileiros já ouviram “seu cabelo parece bombril”.  De acordo com a Psicóloga e Especialista em Terapia Cognitivo Comportamental, Ellen Moraes Senra, esse tipo de ofensa, dito à uma criança, afeta diretamente sua autoestima: “Naturalmente, quando não validamos alguma característica da criança e, pelo contrário, negamos essa característica afirmando que não é bonito ou aceitável, a criança tende a crescer com o estigma da não aceitação, contribuindo para que a construção da sua autoestima seja deficiente”, explica.</p>
<p><div id="attachment_1247" style="width: 210px" class="wp-caption alignleft"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-1247" data-attachment-id="1247" data-permalink="https://noticiapreta.com.br/psicologa-ellen-moraes-senra/" data-orig-file="https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2019/01/Psicologa-Ellen-Moraes-Senra.jpg" data-orig-size="640,960" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}" data-image-title="Psicóloga Ellen Moraes Senra" data-image-description="" data-image-caption="&lt;p&gt;Psicóloga Ellen Moraes Senra&lt;/p&gt;
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<p style="text-align: justify;">A psicóloga reforça a importância de enaltecer a beleza de nossas crianças: “Devemos contribuir para a aceitação cultural, mas principalmente para a auto aceitação. Lembrando, é claro, que nossas crianças em especial merecem atenção diferenciada, visto a desvalorização de seus traços característicos da raça em virtude do padrão vigente de beleza”.</p>
<p><span style="color: #ffff00;"><strong>Apoio familiar</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;">A autoconfiança das crianças negras pode, e deve, ser tratada nas escolas e também em casa, de diversas formas. A cultura, através de filmes, livros e peças de teatro, é uma delas. No ano passado a NetFlix lançou o filme “Felicidade Por Um Fio” (Nappily Ever After), que trata do tema ‘transição capilar’ e pode ser assistido por toda a família. É uma comédia romântica que conta a história de Violet Jones, uma mulher negra, publicitária e que, aparentemente, tem a vida perfeita, o emprego perfeito, as roupas perfeitas e… o cabelo liso perfeito. Violet passa pela transição e entende que a felicidade vai muito além de seu cabelo.</p>
<p style="text-align: justify;">“O filme é lindo e traz várias reflexões importantes, mas a principal delas é que não vale a pena se sacrificar tanto para ser aceita ao ponto de viver quase que exclusivamente da aparência, que o seu padrão é individual e o principal é que a aceitação comece com você. Não vale tudo para agradar o outro, mas vale tudo para se agradar, se sentir bem consigo mesma, sem que para isso precise negar sua essência ou se privar das coisas que gosta quase que integralmente”, explica a psicóloga Ellen Moraes Senra.</p>
<blockquote><p>Autoestima é um processo, quanto mais cedo mostrarmos sua importância e inserirmos na educação das nossas crianças o conceito de auto aceitação estaremos contribuindo ativamente para uma geração mais empoderada&#8221;</p></blockquote>
<p style="text-align: justify;">Assim como vemos no filme a família tem um papel fundamental no processo de construção das crianças e de transição capilar: “O filme mostra bem isso, mas veja, aquela mãe estava fazendo nada mais do que reproduzir algo que lhe ensinaram, o que mostra que apesar de seu discurso ser aberto e claro, as razões para o mesmo são justificáveis se analisarmos o contexto e é contra isso que precisamos lutar,  para reestruturar o que aprendemos a ver como bonito, afinal nossa história nos foi contada pelos olhos de quem nos via de cima e não quem nos olhava como iguais”, diz Ellen.</p>
<p style="text-align: justify;">O auto aceitação das crianças pode começar através dos brinquedos, como, por exemplo, as bonecas negras: “Quanto te falam que algo em você é feio e você observa que tudo e todos ao redor concordam, acaba acreditando que de fato é, por essa razão, se deparar com bonecas que contradizem essas opiniões através da identificação de traços acaba sendo primordial para a compreensão que o bonito depende do referencial”, explica a psicóloga que conclui: “Autoestima é um processo, quanto mais cedo mostrarmos sua importância e inserirmos na educação das nossas crianças o conceito de auto aceitação estaremos contribuindo ativamente para uma geração mais empoderada”.</p>
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		<title>62% das crianças fora da escola são negras</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Thais Bernardes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Dec 2018 14:53:04 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Existem cerca de 57 milhões de crianças e adolescentes no Brasil destes, 31 milhões são meninas e meninos negros e 140 mil crianças indígenas. Eles representam 54,5% de todas as crianças e adolescentes brasileiros, segundo dados da Unicef. Mesmo sendo maioria, estes grupos ainda são os que mais sofrem com o racismo e a evasão [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://noticiapreta.com.br/62-das-criancas-fora-da-escola-sao-negras/">62% das crianças fora da escola são negras</a> apareceu primeiro em <a href="https://noticiapreta.com.br">Noticia Preta - NP</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Existem cerca de 57 milhões de crianças e adolescentes no Brasil destes, 31 milhões são meninas e meninos negros e 140 mil crianças indígenas. Eles representam 54,5% de todas as crianças e adolescentes brasileiros, segundo dados da Unicef. Mesmo sendo maioria, estes grupos ainda são os que mais sofrem com o racismo e a evasão escolar.</p>
<p style="text-align: justify;">O preconceito racial nas escolas pode ser um dos diversos fatores que privam destes meninos e meninas o direito à educação.  Das 530 mil crianças de 7 a 14 anos fora da escola, 330 mil (62%) são negras e 190 mil são brancas, de acordo com dados da Unicef.</p>
<p><div id="attachment_693" style="width: 310px" class="wp-caption alignleft"><img decoding="async" aria-describedby="caption-attachment-693" data-attachment-id="693" data-permalink="https://noticiapreta.com.br/paulbonafideeferianor-nappy/" data-orig-file="https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2018/12/paulbonafideeferianor-nappy-.jpg" data-orig-size="2048,1463" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}" data-image-title="Criança negra escola educação" data-image-description="" data-image-caption="&lt;p&gt;Maioria das crianças fora da escola no Brasil, são negras&lt;/p&gt;
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<p style="text-align: justify;">Um dos caminhos para combater o racismo escolar é o diálogo, conforme explica a psicóloga Ellen Moraes Senra: “A escola pode combater o racismo infantil conscientizando e orientando alunos e pais sobre o tema e punindo qualquer atitude relacionada a isso. Quanto mais cedo trabalharmos as diferenças e aceitação das mesmas, com mais naturalidade elas irão encarar qualquer coisa fora do “considerado normal”.</p>
<p style="text-align: justify;">Estudos na área de educação infantil revelam que, ainda na primeira infância, a criança já percebe diferenças na aparência das pessoas (cor de pele, por exemplo).  A psicóloga Ellen Moraes Senra explica que a responsabilidade dos adultos é muito importante nesse momento, evitando explicações ou orientações preconceituosas: “A criança reproduz tudo o que vê e o que ouve, mas principalmente, ela segue exemplos. Se por um lado você diz que é feio ser racista, que é errado, mas se pega num dado momento tecendo comentários de cunho pejorativo sobre o cabelo ou sobre o tom da pele de alguém, seu filho fará o mesmo em algum momento. Portanto, adultos racistas tendem a criar crianças racistas, ainda que em algum momento de sua evolução a mesma possa modificar seu ponto de vista através do convívio com outras pessoas”.</p>
<p style="text-align: justify;">O racismo e a pobreza têm uma relação histórica. Vinte e seis milhões de crianças e adolescentes brasileiros vivem em famílias pobres. Representam 45,6% do total de crianças e adolescentes do país. Desses, 17 milhões são negros. Entre as crianças brancas, a pobreza atinge 32,9%; entre as crianças negras, 56%. Uma criança negra tem 70% mais risco de ser pobre do que uma criança branca: “O racismo é uma herança da nossa história, da nossa cultura, por isso mesmo cabe a nós repararmos o erro e isso começa com as nossas crianças. É preciso falar sobre racismo com elas a partir do momento que manifestem essas questões, geralmente isso se inicia na escola quando começam a ver os coleguinhas tratando com agressividade quem é “diferente”. A partir daí surge a curiosidade em entender o porquê daquilo acontecer e costumam recorrer aos pais para tirar essas dúvidas. Os brinquedos podem ajudar nesse processo. As bonecas, por exemplo, têm a função de ser a “filha”. Então, deixe que a criança brinque com o brinquedo com o qual se identifica. Você pode não controlar os presentes que ela ganha, mas pode mostrar para a mesma as opções que ela tem e deixar que a própria criança escolha por identificação, isso ajuda muito”.</p>
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