Sol Miranda é convidada para seu primeiro projeto internacional, no longa do diretor grego Syllas Tzoumerkas

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A atriz carioca Sol Miranda foi convidada para participar do novo longa-metragem do diretor grego Syllas Tzoumerkas, A Thousand Days, A Thousand Nights, que começa a ser gravado nas ilhas do Dodecaneso, no mar Egeu, região onde o diretor cresceu. O convite veio a partir do premiado Regra 34, dirigido por Julia Murat, onde Sol interpreta Simone, protagonista do filme vencedor do Leopardo de Ouro do Festival de Locarno e que concedeu à Sol o Prêmio de melhor interpretação nos Festivais de Huelva e ZineGoak (Espanha) e no brasileiro Mix Brasil Syllas conheceu a obra em um festival em Atenas, logo após a estreia em Locarno. 

Em A Thousand Days, A Thousand Nights, Sol interpreta Ísis, inspirada na deusa de homônima, uma arqueóloga que chega às ilhas na década de 1980, que trabalha como professora assistente em uma universidade americana e participa de uma escavação que resulta na descoberta de uma estátua kouros, uma escultura da Grécia Antiga. 

A personagem é descrita como uma espécie de “cidadã do mundo”, uma mulher que construiu sua própria trajetória, viveu em diferentes países, estudou, viajou e criou um caminho próprio fora do lugar onde nasceu. 

No contexto da ilha, que naquele momento atravessa profundas transformações, a presença de Ísis representa uma energia nova, mais independente e direta. “Para mim, é um convite muito especial, porque nasce de um encontro artístico a partir do cinema brasileiro e abre uma ponte direta com outra cinematografia”, pontua Sol Miranda. 

O convite veio a partir do premiado Regra 34, dirigido por Julia Murat, onde Sol interpreta Simone – Foto: Andre Mantelli.

“Essa é minha primeira participação em um projeto com uma equipe totalmente estrangeira, e saber que esse convite nasceu a partir da exibição em um festival torna tudo ainda mais especial. É a prova de como o cinema brasileiro, quando circula pelo mundo, toca pessoas e abre caminhos que muitas vezes a gente nem imagina”, acrescenta a atriz.

Ao longo do filme, sua relação com Erika, uma jovem mulher da ilha marcada por uma herança familiar violenta, torna-se o centro emocional da narrativa. É através dessa relação que o filme desenvolve muitas das tensões entre tradição e modernidade, pertencimento e deslocamento.

O projeto é uma coprodução internacional entre Grécia, Itália e Chipre, com produção das empresas Homemade Films, Nefertiti Film e Felony Productions, reunindo atores do cinema europeu e moradores das próprias ilhas onde o filme será rodado.

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Thayan Mina

Thayan Mina

Jornalista pela Faculdade de Comunicação (FCS) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Atualmente mestrando pelo PPGCOM da Escola de Comunicação (ECO) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). É músico e sambista.

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