Hoje, sábado, 14 de fevereiro de 2026, a Marquês de Sapucaí está em clima de festa para a segunda noite de desfiles da Série Ouro do Carnaval do Rio de Janeiro. Nesta data, oito escolas de samba sobem à avenida em busca de uma vaga no Grupo Especial em 2027, com temáticas que misturam arte, religiosidade, ancestralidade e celebração da cultura popular. A festa começa com a Botafogo Samba Clube e seguirá com as demais agremiações até a madrugada de domingo.
A primeira escola a pisar na Sapucaí é a Botafogo Samba Clube, que traz o enredo “O Brasil que Floresce em Arte”, uma homenagem ao paisagista e artista plástico Roberto Burle Marx e à rica biodiversidade brasileira inserida no contexto artístico nacional. A obra musical que embala essa homenagem foi desenvolvida por um coletivo de compositores, incluindo Diego Nicolau e Samir Trindade, entre outros, sob a direção dos carnavalescos Raphael Torres e Alexandre Rangel.
Em seguida desfila a Em Cima da Hora, que apresentará “Salve Todas as Marias – Laroyê, Pombagiras!”, celebrando a força feminina e a presença de entidades das religiões de matriz africana com ritmo envolvente e participação marcante dos intérpretes Igor Pitta e Carlos Júnior.
A Arranco do Engenho de Dentro segue com “A Gargalhada é o Xamego da Vida”, enredo que conta a história de Maria Eliza Alves dos Reis, a primeira palhaça negra do Brasil, destacando pioneirismo e coragem feminina.

O tradicional Império Serrano vem em quarto lugar com “Ponciá Evaristo, Flor do Mulungu”, homenagem à escritora Conceição Evaristo, cuja obra retrata experiências negras com profundidade e sensibilidade.
No meio da noite, a Estácio de Sá se apresenta com “Tata Tancredo – O Papa Negro no Terreiro do Estácio”, enredo que celebra a história religiosa e cultural da umbanda e sua conexão com o samba.
A União de Maricá traz “Berenguendéns e Balangandãs”, um desfile que valoriza a ancestralidade e a história da joalheria negra no Brasil, com o intérprete Zé Paulo Sierra liderando o canto da escola.
A tradicional Porto da Pedra entra na avenida com “Das Mais Antigas da Vida, o Doce e Amargo Beijo da Noite”, uma abordagem sobre respeito, história e presença social, enquanto a Unidos da Ponte, fechando a noite de desfiles, apresenta “Tamborzão – O Rio é Baile! O Poder é Black!”, exaltando o funk e a cultura urbana carioca como expressão coletiva.
Hoje, quando o primeiro surdo marcar o compasso e a bateria ecoar pela Sapucaí, essas escolas prometem transformar o 14 de fevereiro em uma noite inesquecível de alegria, ritmo e identidade cultural no Rio de Janeiro.
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