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Governo do Rio propõe colocar em navios moradores de favelas que estão nos ‘grupos de risco’ do novo coronavírus

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Secretário de Saúde do RJ, Edmar Santos (de máscara) participa de reunião com associações de moradores sobre o novo coronavírus — Foto: Henrique Coelho/G1

Para conter a pandemina do covid-19 nas favelas da cidade, o Governo do Estado do Rio de Janeiro propôs utilizar navios da Marinha para abrigar os moradores e, segundo o governo, proteger grupos mais suscetíveis ao novo coronavírus em comunidades. A proposta foi apresentada nesta terça-feira (24), pelo Secretário Estadual de Saúde do Rio de Janeiro, Edmar Santos, durante uma reunião com representantes de favelas.

Aproximadamente um quarto da população carioca (22%) mora em favelas, sendo a capital fluminense o município com o maior número de moradores favelados do Brasil, mais de um milhão e meio de habitantes, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). São quase 800 favelas na cidade do Rio e seus moradores são, em sua maioria, pobres e negros.

“Precisamos discutir diversas medidas. [Usar] os navios é uma delas. É preciso que o movimento seja organizado e compartilhado com as diferenças esferas, envolvendo também as prefeituras de cada município e, principalmente, o governo federal”, explicou o secretário.

A medida, segundo o representante da prefeitura, seria para proteger grupos de risco que moram nas favelas, compostos principalmente por idosos e pessoas que já apresentaram problemas respiratórios, cardíacos, diabetes ou hipertensão.

Além dos navios, outra sugestão feita pelo prefeito da cidade, Marcelo Crivella, foi vai abrir mil vagas em hotéis para idosos que moram em comunidades e possuem alto risco de contaminação pela Covid-19.

“São pessoas com alto risco de pegar a doença e estão em aglomerações involuntárias. São pessoas que moram em comunidades, em casas muito próximas às outras, e com muitas pessoas dentro de casa”, explicou Crivella durante um evento no Rio Centro no qual recebeu homens do Exército e da Cruz Vermelha para ajudar na vacinação contra a gripe.

A identificação dos casos será feita pelas equipes de saúde da família da prefeitura. A previsão é que o programa comece a ser implantado a partir de amanhã. As medidas não são para pessoas infectadas, e sim para grupos com alto risco de contaminação.


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