Ícone do site Notícia Preta

“Por que você não volta para a África?”, relata Natália Deodato do BBB 22 sobre frases racistas que já ouviu na vida 

APOIE O NOTÍCIA PRETA

A participante do BBB 22, Natália Deodato, relatou algumas frases racistas que já ouviu ao longo da vida, durante a exibição do filme “Medida Provisória”, realizada no reality para os participantes nesta segunda-feira (11). A mineira se identificou com algumas falas de personagens do longa. “Eu já ouvi isso várias vezes: ‘Por que você não volta para a África?'” (…) Sério. Também já me perguntaram se eu estava xingando por chamar de preto.”, disse a designer de unhas. 

Natália Deodato, participante do BBB 22. Foto: Reprodução Redes Sociais

O longa foi exibido em uma sessão especial do Cinema do Líder para todos os confinados. A trama de “Medida Provisória” é ambientada no Brasil num distópico futuro próximo. No enredo, após um advogado pedir indenização ao Estado brasileiro pelo tempo de escravização, o governo, como reparação social, decreta uma medida provisória para enviar os negros, que chama de “cidadãos de melanina acentuada”, de volta à África.  

Leia também: BBB 22: Cantora Teresa Cristina fala sobre Natália Deodato 
O longa estreia nos cinemas brasileiros na próxima quinta-feira, 14 de abril. No elenco, Seu Jorge (André), Taís Araújo (Capitú), Alfred Enoch (Antonio), interpretam, respectivamente, um jornalista, uma médica e um advogado. O elenco ainda é composto pelas atrizes Adriana Esteves e Renata Sorrah, além da estreia do rapper Emicida como ator.  

Vale lembrar que no novo livro intitulado Medida provisória: Diário do diretor (Editora Cobogó), Lázaro Ramos narra os bastidores de seu primeiro trabalho atrás das câmeras, como diretor de cinema. Ele conta seu envolvimento com o projeto desde que conheceu a peça Namíbia, não!, de Aldri Anunciação, e decidiu adaptá-la para o cinema. “Entendemos logo que ali havia uma ideia muito original e que trazia debates importantes, principalmente no momento histórico que estávamos vivendo, momento em que a população negra no Brasil estava discutindo intensamente o seu espaço de formação de identidade, direitos e deveres”, escreve no livro.  

Sair da versão mobile