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Pessoas forçadas a se deslocar atinge marca de 100 milhões pela 1º vez, informa ONU

Migrantes haitianos atravessam a selva de Darien Gap a caminho dos EUA. Foto: RAUL ARBOLEDA / AFP

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O número de refugiados no mundo atingiu pela primeira vez a impressionante marca de 100 milhões de pessoas, segundo a Agência da ONU para Refugiados. Este quantitativo representa 1% de toda a população global e equivale ao 14º país mais populoso do mundo. De acordo com a ACNUR, a guerra na Ucrânia e outros conflitos ao redor do globo como violações de direitos humanos, conflitos e perseguições religiosas e políticas forçaram as pessoas a fugirem de seus países de origem em número recorde.

As pessoas deslocadas a força no mundo eram 90 milhões até o fim de 2021. Eles fugiam de conflitos em países como a República Democrática do Congo, Etiópia, Burkina Faso, Mianmar, Nigéria e Afeganistão. Em 2022, só a guerra na Ucrânia forçou cerca de 6 milhões de pessoas a deixarem o país e deslocou outras 8 milhões dentro dos territórios ucranianos.

Para Filippo Grandi, o Alto Comissário da ONU para Refugiados, “cem milhões é um número gritante – preocupante e alarmante em igual medida. É um recorde que nunca deveria ter sido estabelecido. Isso deve servir como um alerta para resolver e prevenir conflitos destrutivos, acabar com a perseguição e abordar as causas subjacentes que forçam pessoas inocentes a fugir de suas casas”, disse.

Este número inclui refugiados e pessoas que pedem asilo, bem como os 53,2 milhões de pessoas deslocadas dentro de suas fronteiras por conflitos.

“A resposta internacional às pessoas que fogem da guerra na Ucrânia tem sido extremamente positiva. “A compaixão está viva e precisamos de uma mobilização semelhante para todas as crises ao redor do mundo. Mas, em última análise, a ajuda humanitária é um paliativo, não uma cura. Para reverter essa tendência, a única resposta é a paz e a estabilidade”, acrescentou Grandi.

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