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Pessoas em extrema pobreza já superam o número de cadastros no Auxílio Brasil

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18,4 milhões de pessoas em extrema pobreza no país e 18,1 milhões de brasileiros cadastrados no Auxílio Brasil: esses são os números divulgados no último domingo (26) pelo Ministério da Cidadania, com base nos dados do Cadastro Único (CadUnico).

A quantidade de pessoas em situação de penúria é maior que as auxiliadas pelo Governo – Foto: Getty Images

Ainda segundo o levantamento, as pessoas que estão na faixa de extrema pobreza, têm uma renda mensal de até R$ 105 por mês, o que significa viver com R$ 3.05 por dia e, até o final de março deste ano, o número de pessoas beneficiárias do Auxílio Brasil era maior que o de pessoas em situação de pobreza.

“Importante frisar que, além de famílias na extrema pobreza, aquelas em situação de pobreza (com renda per capita de R$ 105,01 até R$ 210) também podem receber o auxílio, desde que tenham crianças, adolescentes ou grávidas em casa”, afirma o Ministério da Cidadania, em comunicado oficial.

Em novembro de 2021, 14,5 milhões de pessoas eram atendidas pelo Auxílio que substitui o Bolsa Família e 15,5 milhões de pessoas estavam em extrema pobreza. A região nordeste é a mais afetada, com 8,9 milhões de pessoas nesta situação, seguida por sudeste, com 5,3 milhões; norte, com 2,1 milhões; sul, com 1,1 milhão e centro-oeste, com 827 mil pessoas.

De acordo com o Ministério da Cidadania, para a inclusão de novas famílias no Auxílio Brasil, é necessária uma previsão orçamentária e que elas atendam a alguns critérios de elegibilidade. “A seleção é feita de forma automática, considerando a estimativa de pobreza, a quantidade de famílias atendidas em cada município e o limite orçamentário anual do Auxílio Brasil, por meio do Sistema de Benefícios ao Cidadão (Sibec)”, afirma a pasta.

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Pele de frango

No último final de semana, uma imagem chamou a atenção dos consumidores e nas redes sociais. Um supermercado vende pele de frango R$ 2,99 o quilo. Consumidores atribuíram o fato a atual política econômica do país. O diretor do Procon da Assembleia de Minas, Marcelo Barbosa, disse que a prática não fere o Código de Defesa do Consumidor (CDC), mas é necessário seguir regras sanitárias. “Não há nenhum empecilho legal para se vender pele de frango. Se fosse assim não seria permitido vender pele de porco, por exemplo. O que não pode é qualquer produto – pele, peito ou coxa – ser comercializado em condições impróprias para o consumo, deteriorado, vencido ou fora da temperatura ideal. A regra é a mesma para o filé mignon. Não há necessidade de aprovação da Anvisa para a venda”, afirma em entrevista à rádio Itatiaia.

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