“Pessoas brancas também estão morrendo”, diz Trump ao ser questionado sobre por que negros continuam morrendo pela polícia

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Esta semana o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, minimizou as mortes de afro-americanos por policiais ao dizer que mais brancos morrem por esse motivo. Ao dizer isto, Trump ignora que os afro-americanos têm três vezes mais probabilidade de morrer por tiros ou pelas ações da polícia nos EUA, como confirmado por diversos estudos nos últimos anos, incluindo um publicado em junho por pesquisadores de Harvard. .

A resposta do presidente norte-americano foi dada durante uma entrevista com à emissora de televisão “CBS”. Trump ficou irritado quando o repórter questionou por que os negros continuam morrendo nas mãos dos policiais.

“As pessoas brancas também estão morrendo. Os brancos também passam por isso. Que pergunta horrível. Os brancos também. Mais brancos, a propósito, mais brancos”, declarou o presidente.

Muitos especialistas acreditam que esta comparação não faz sentido, mesmo que alguns estudos sugiram que, de fato, morrem quantitativamente mais brancos nas mãos dos policiais do que negros. Afinal, há 160 milhões de habitantes brancos a mais do que negros nos Estados Unidos.

Na entrevista, Trump também defendeu aqueles que ainda usam a bandeira dos Estados Confederados, que representava o lado que perdeu a Guerra Civil americana e que defendeu a escravidão dos negros: “As pessoas adoram, e eu conheço pessoas que gostam da bandeira da Confederação e não estão pensando na escravidão. Acho que é uma questão de liberdade de expressão e deveria ser permitida, seja a bandeira da Confederação ou ‘Black Lives Matter'”, disse Trump.

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Thais Bernardes

Formada em jornalismo pelo Institut français de Presse-Université Panthéon-Assas, em Paris e pelo Institut Pratique de Journalisme (IPJ), também na França, Thais Bernardes é jornalista, fundadora e CEO do portal Notícia Preta e podcaster do Canal Futura. Antes de concluir seus estudos na Europa, Thais cursou Relações Públicas na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), onde ingressou através do sistema de cotas. Após atuar como produtora no canal de TV France 2, em Paris, foi repórter no Jornal Extra, na rádio BandNewsFM e coordenadora de Comunicação da Secretaria de Estado de Direitos Humanos do Rio. Em novembro de 2018 a jornalista decidiu criar o portal Notícia Preta como forma de combater, através do jornalismo, o racismo e as desigualdades sociais.

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