Para 69% dos brasileiros, mulheres devem ser as principais cuidadoras dos filhos recém-nascidos

De acordo com a Pesquisa Datafolha publicada nesta quarta-feira (03) pela Folha de S.Paulo, 69% dos brasileiros acreditam que as mulheres devem ser as principais cuidadoras de filhos recém-nascidos. Foram ouvidas 2.022 pessoas de 147 municípios, de todas as regiões do país, em março deste ano.

Os dados revelam, que a maior parte da população reforça uma prática que já acontece. Segundo uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de março deste ano, mulheres dedicam mais de 21 horas semanalmente nos afazeres domésticos, que inclui o cuidando de pessoas, enquanto os homens só se dedicam mais de 11 horas por semana.

Pesquisa Datafolha entrevistou 2.022 pessoas /Foto: Pexels

A pesquisa do Datafolha também mostra que a porcentagem sobre o dever das mulheres em serem as principais cuidadoras de filhos recém-nascidos muda de acordo com a escolaridade. Entre os entrevistados que cursaram até o ensino fundamental, 86% acreditam nessa afirmação, contra 52% de quem term curso superior.

A porcentagem também aumenta de acordo com o aumento da idade. Entre as pessoas de 60 anos ou mais, 83% concordam que as mulheres devem cuidar dos recém-nascidos. Já entre os jovens de 16 a 24 anos, 54% concordam com a afirmação.

Além disso, o Datafolha também registrou que a maior parte dos entrevistados acreditam que a liçença concedida após o nascimento da criança, deve ser o mesmo para ambos os gêneros. Entre os homens, 64% concordam com essa afirmação, e 69% entre as mulheres. Atualmente, a legislação brasileira garante o benefício para as mulheres por 120 dias, e para os homens, 5 dias.

Leia também: Populações periféricas são mais vulneráveis à dengue, especialista explica

Bárbara Souza

Bárbara Souza

Formada em Jornalismo em 2021, atualmente trabalha como Editora no jornal Notícia Preta, onde começou como colaboradora voluntária em 2022. Carioca da gema, criada no interior do Rio, acredita em uma comunicação acessível e antirracista.

Deixe uma resposta

scroll to top