Mulheres vítimas de violência recebem transporte gratuito em carros de aplicativo, no Distrito Federal

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A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) lançou, nesta quarta-feira (08), uma parceria com a Polícia Civil do Distrito Federal e a Uber Brasil, com o objetivo de enfrentar a violência contra as mulheres na região. O transporte gratuito nos carros de aplicativo, será destinado às vítimas atendidas nas unidades da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam).

Segundo o governo, a ideia é incentivar as vítimas a registrar o boletim de ocorrência, nas delegacias que funcionam 24h. A iniciativa tem prazo de um ano, com 35 vouchers disponibilizados por mês, para o DF. Também será disponibilizado uma assistente virtual Ângela, que realiza serviços de acolhimento e apoio às mulheres.

O projeto de gratuidade tem duração de 1 ano /Foto: Pexels

É possível acessar a ferramenta através do número (11) 944942415, para o serviço que é gratuito para todo o Brasil, e funciona de segunda a sexta-feira (exceto em feriados), das 8h às 18h. Além disso, o projeto prevê ainda o compartilhamento de informações com motoristas e usuários, sobre como ajudar mulheres nessa situação.

Para a gerente de relacionamentos governamentais da Uber Analu Cordeiro dos Santos, às populações mais vulneráveis são as mais impactadas. “Me refiro aqui à comunidade LGBTQIAP+, às pessoas negras, às pessoas com deficiência e às mulheres”, destacou.

A Secretária da Mulher, Gisele Ferreira comentou sobre a importância da parceria. “Não podemos colocar policiais em cada casa, então temos que buscar esse tipo de apoio. Nós não queremos mais ficar dando os dados de feminicídios. Devemos trabalhar na prevenção”, disse ela.

Para o secretário de segurança pública do DF, Sandro Avelar, a meta é que o índice de feminicídio seja zero. “Nós temos que criar projetos para que as mulheres não precisem continuar residindo com os agressores. Sem essas ajudas, como que a gente pode falar para as vítimas saírem de casa, sem ter condições para tal ação? Esse esforço deve ser conjunto”, pontuou.

Ele ainda fala que é necessário uma mudança cultural para esse tipo de violência. “Não é só uma atuação das forças de segurança pública ou das áreas do estado que vão dar uma solução para isso. É preciso que nós educamos nossas crianças, fazer com que nossos menininhos respeitem nossas menininhas”, concluiu o discurso.

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