Mortalidade infantil no Brasil atinge menor patamar desde 1990, revela ONU

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Taxa de mortalidade infantil no Brasil chega ao menor índice em mais de três décadas, aponta levantamento da ONU. Dados divulgados nesta terça-feira (17) mostram que, em 2024, o número de óbitos de crianças antes de completar cinco anos caiu para 14,2 a cada mil nascimentos. Em 1990, o indicador era de 63 mortes para cada mil crianças. A redução também é significativa entre recém-nascidos: a taxa passou de 25 óbitos por mil em 1990 para sete por mil no ano passado.

A diminuição das mortes evitáveis está associada a um conjunto de políticas públicas implementadas desde a década de 1990. O governo federal instituiu programas como o Saúde da Família, o de Agentes Comunitários de Saúde e a Política Nacional de Atenção Básica, além de ampliar a rede pública. Essas ações, executadas em parceria com a sociedade e organismos internacionais, contribuíram para a melhoria do atendimento a gestantes, bebês e crianças.

Apesar do avanço histórico, o ritmo de queda desacelerou no país na última década, acompanhando uma tendência global. Entre 2000 e 2009, a redução anual na mortalidade de recém-nascidos era de 4,9%. Esse percentual caiu para 3,16% ao ano no período entre 2010 e 2024. No mundo, desde 2015, a velocidade da redução da mortalidade infantil desacelerou mais de 60%.

O relatório também traz dados sobre mortes de jovens no Brasil. Em 2024, a violência foi a causa de quase metade (49%) dos óbitos de rapazes de 15 a 19 anos. As doenças não transmissíveis aparecem em seguida (18%), e os acidentes de trânsito representam 14% das mortes nessa faixa. Para as meninas da mesma idade, as doenças não transmissíveis lideram as causas (37%), seguidas por doenças transmissíveis (17%), violência (12%) e suicídio (10%).

Entre 2000 e 2009, a redução anual na mortalidade de recém-nascidos era de 4,9%. Esse percentual caiu para 3,16% ao ano no período entre 2010 e 2024 – Foto:  Arte/Agência Brasil.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância destaca que investir na saúde infantil é uma das medidas de desenvolvimento mais eficientes em termos de custo. Intervenções de baixo custo, como vacinação e tratamento da desnutrição, geram retornos significativos. Cada dólar aplicado na sobrevivência infantil pode resultar em até 20 dólares em benefícios sociais e econômicos.

O levantamento é produzido pelo Grupo Interagencial da ONU para Estimativas de Mortalidade Infantil, que reúne Unicef, Banco Mundial, Organização Mundial da Saúde e o Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais da ONU.

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Thayan Mina

Thayan Mina

Jornalista pela Faculdade de Comunicação (FCS) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Atualmente mestrando pelo PPGCOM da Escola de Comunicação (ECO) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). É músico e sambista.

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