A Mocidade Alegre entra na avenida neste sábado, 14 de fevereiro, no Sambódromo do Anhembi, levando ao público um desfile marcado por emoção, memória e afirmação cultural. A escola da zona norte de São Paulo apresenta o enredo “Malunga Léa – Rapsódia de uma Deusa Negra”, homenagem à atriz Léa Garcia, ícone do teatro, do cinema e da televisão brasileira.
Na avenida, a agremiação promete exaltar a força feminina, a ancestralidade africana e o protagonismo negro, em um espetáculo que mistura referências históricas, religiosas e artísticas. O carnavalesco Caio Araújo aposta em alegorias grandiosas e fantasias simbólicas para traduzir a trajetória da artista, que abriu caminhos para gerações de atores e atrizes negras no país.

Fotos: Igor Cantanhede/SASP
A bateria, conhecida como Ritmo Puro, entra com convenções que reforçam a narrativa do samba-enredo, enquanto o carro de som conduz o canto da comunidade com intérpretes e compositores que assinam a obra vencedora da disputa interna. A comissão de frente e o casal de mestre-sala e porta-bandeira prometem performances coreografadas que dialogam com a temática afro-brasileira e com a representatividade feminina.
Entre os destaques, a escola traz sua rainha de bateria e dezenas de componentes que representam personagens simbólicos da cultura negra, além de alas que celebram o teatro, o cinema e os terreiros como espaços de resistência. O desfile também marca a continuidade da tradição da Mocidade Alegre, uma das agremiações mais vitoriosas do carnaval paulistano.
Leia também: Águia de Ouro vai levantar voo na avenida do Anhembi neste sábado
A escola é a terceira a desfilar na noite de sábado e busca conquistar mais um título ao apostar em um enredo potente, visualmente impactante e conectado a debates contemporâneos sobre identidade, memória e justiça racial.








