Junta da Guiné concorda em avançar no retorno de civis ao poder

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(20 out) Confronto entre manifestantes e policiais na capital da Guiné - AFP

Fonte: AFP

A junta militar na Guiné concordou em devolver o poder aos civis em dois anos, reduzindo sua intenção inicial de dirigir o país por três anos, diante da ameaça de sanções iminentes, informou seu líder Mamady Doumbouya nesta sexta-feira (21).

O militar, autor de um golpe contra o presidente civil Alpha Condé em setembro de 2021, comunicou por escrito o novo compromisso à Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (Cedeao), que havia ameaçado impor “sanções mais severas”.

“Em um compromisso dinâmico, os especialistas da Cedeao e da Guiné desenvolveram em conjunto um cronograma de transição consolidado ao longo de 24 meses”, diz o documento, enviado à AFP.

(20 out) Confronto entre manifestantes e policiais na capital da Guiné – AFP

Doumbouya, que tomou posse como presidente após o golpe, especificou posteriormente que o calendário começará a contar em 1º de janeiro de 2023.

O cronograma deve ser apresentado na próxima reunião de cúpula da Cedeao “para a sua aprovação, a fim de colocá-lo em prática”, diz o documento da organização regional, que tem um encontro extraordinário agendado para antes do fim do ano.

O compromisso coincide com um clima de confronto entre a junta e a oposição da Guiné, com quatro civis mortos desde ontem em manifestações por um governo civil no país.

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