Inflação do Brasil está entre as mais altas do mundo, aponta relatório

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Aumento da inflação significa alta nos preços e, consequentemente, o brasileiro fica com o bolso mais apertado. Um novo relatório divulgado nesta terça-feira (05) pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, a OCDE, mostra que a inflação do Brasil segue entre as maiores do mundo e bem acima da média das grandes economias do mundo.

Para se ter uma ideia, o café em pó registrou alta de 56,7% no acumulado de 12 meses até o fim do primeiro trimestre de 2022. O óleo de soja aumentou 16% entre os primeiros trimestres de 2021 e 2022. 

No G20 – grupo dos países mais ricos –, o Brasil está atrás só da Turquia, Argentina e Rússia. Na média dos países do G20, a inflação em 12 meses atingiu 8,8% em maio, contra 8,5% em abril. No grupo dos países do G7, a taxa avançou para 7,5%, ante 7,1% no mês anterior.

No Brasil, a inflação no acumulado em 12 meses desacelerou em maio, mas ainda atingiu 11,7%. No conjunto dos 38 países que fazem parte da OCDE, a inflação ao consumidor chegou a 9,6% em maio, atingindo o maior patamar desde agosto de 1988.

A inflação ano a ano aumentou em todos os países, exceto na Colômbia, Japão, Luxemburgo e Holanda”, destacou o relatório.

No G20, além do Brasil, apenas Turquia (73,5%), Argentina (60,7%) e Rússia possuem taxas acima de 10% ao ano. Embora não seja citada no relatório da OCDE, a Rússia registrou inflação de 17,1% em maio, segundo divulgou o serviço federal de estatísticas do país.

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Apesar do alto índice, o presidente do Banco Central do Brasil, Roberto Campos Neto, disse na última semana que “o pior momento da inflação já passou”, e que, graças ao histórico de convívio que o Brasil teve com altos índices inflacionários, a autoridade monetária brasileira conseguiu “sair na frente”, adotando ferramentas capazes de frear o processo inflacionário.

“Inclusive a nossa última revisão no BC aumentou [a previsão de crescimento do PIB] de 1,5% para 1,7% [em 2022]. Provavelmente teremos PIB forte no segundo trimestre. Obviamente, em algum momento, tudo que estamos fazendo vai gerar alguma desaceleração no segundo semestre. Mas ainda assim o crescimento é bastante melhor do que se esperava no início do ciclo de ação”, disse Campos Neto.

Embora a inflação tenha se tornado um fenômeno global em razão da disparada dos preços dos combustíveis, energia e alimentos, taxas de dois dígitos ainda são exceções entre as maiores economias do mundo.

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