Grupo Tambor de Cumba apresenta espetáculo “Cosmografia Africana – A Visão de Mundo do Povo Iorubá” e oferece oficina de dança afro neste fim de semana

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A peça estará em cartaz no final de semana, em Niterói – Foto: Amanda Cavalcanti

A origem do mundo sob a ótica dos iorubás será encenada no palco do Teatro Popular Oscar Niemeyer, em Niterói (RJ), nos dias 15 e 16 de fevereiro. O espetáculo “Cosmogonia Africana – A Visão de Mundo do Povo Iorubá”, remonta o mito da criação do universo com danças e tambores. A companhia também vai oferecer uma oficina de dança afro um dia antes da apresentação. 
A peça mostra como os povos africanos têm em sua tradição a oralidade que remonta a histórias familiares, de civilizações e também ao surgimento de todas as formas de vida  — a criação do universo. Idealizado pela professora e bailarina Aninha Catão, o espetáculo desperta a curiosidade do público em conhecer a versão africana para o mito do surgimento do mundo. 

Foto: Amanda Cavalcanti

Ao lado de sete bailarinos, a artista desperta no imaginário dos espectadores como aconteceram as primeiras formas de vida, a partir da ótica dos iorubás  — povos ancestrais da Nigéria e do Benin. Ao som de tambores, coreografias explicam o papel e a importância dos elementos da natureza, como o fogo, a terra, o ar e a água, assim como os ancestrais iorubás: os orixás. “A grande importância de assistir ao Cosmogonia Africana é a oportunidade de aprender sobre a história ancestral dos africanos escravizados aqui no Brasil. Esta é a chance de conhecer um pouco sobre nós mesmos, a nossa origem e a nossa cultura. Então, o espetáculo tem o papel de evidenciar a existência de uma riqueza cultural magnífica no Brasil, herdada do continente africano, em especial, do povo iorubá. Este espetáculo tem alcançado o público da forma mais democrática possível, por meio da gestualidade mitológica, não apenas entretendo-o, como também informando. Também propomos a desconstrução da marginalização da cultura negra, destacando o protagonismo do negro e das suas formas de recriar a sua própria existência, com símbolos, formas e reconhecimento”, afirma Aninha Catão.

Oficinas de dança afro serão ministradas um dia antes da estreia do espetáculo – Foto: Amanda Cavalcanti

Oficinas

Um dia antes da estreia, o público poderá participar de uma oficina de dança afro do Cosmogonia Africana. Aninha Catão ressalta que a atividade é quem dá origem ao espetáculo. “Esse é um trabalho de anos que desenvolvi. A dança afro-brasileira é um universo muito grande. Então, as aulas não são compostas apenas do que se vê no palco, não são somente as danças dos orixás, pois há outras danças envolvidas. Porém, no decorrer da minha trajetória, destacou-se mais, até pela procura do público, a dança dos orixás. Os alunos das oficinas dão origem e estão inseridos no espetáculo. Logo, quem participa das atividades realiza um tour de conhecimento e entende como o Cosmogonia Africana foi desenvolvido. Eu explico a relação entre os movimentos corporais e as divindades, por que se faz determinado gestual, o que o corpo está dizendo durante o movimento que remete à água, ao fogo etc. Então, a oficina tem esse caráter de contar, por meio da gestualidade, a história do Cosmogonia, da cultura iorubá e seus ancestrais. Ela é aberta à todos. A oficina é um plus do espetáculo e é importantíssima para a gente entender o corpo como uma ferramenta de empoderamento”.

O espetáculo é baseado no trabalho desenvolvido pelo pesquisador Marcelo Monteiro. As apresentações nos dias 15 e 16 serão a partir das 20h e a entrada é um quilo de alimento não perecível. O Teatro Popular Oscar Niemeyer fica na Avenida Visconde do Rio Branco sem número, Centro, Niterói. Telefone: (21) 2613-2734

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