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Empresário Abílio Diniz quer que Carrefour seja referência na luta antirracista

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O empresário Abílio Diniz, membro dos Conselhos de Administração do Carrefour Global e do Carrefour Brasil, comentou em uma live na manhã desta quinta-feira(26), sobre o assassinato de João Alberto Silveira Freitas, em uma unidade do grupo, no último dia 19, em Porto Alegre.

O empresário se disse chocado com a brutalidade do ato e que o racismo é ‘completamente inaceitável‘. Diniz declarou que fará pressão para que o Carrefour se torne uma referência mundial na luta contra o racismo, se tornando uma liderança nesta frente.

Abilio Diniz é presidente do Conselho de Administração da Península Participações, que gere os ativos da Família Diniz, tem participação acionária no Carrefour Brasil e no Carrefour Global, atuando como investidor minoritário influente.

Depois de transformar o Grupo Pão de Açúcar (PCAR3), fundado por seu pai, numa das maiores redes de varejo do Brasil, Abílio se tornou um dos maiores acionistas do Carrefour (CRFB3).

Abílio Diniz financiou o então partido de Bolsonaro, o PSL, durante as eleições de 2018, doando R$ 1,2 milhão, segundo o jornal francês Libération. Além de candidatos do PSL, o empresário também financiou candidatos de outros partidos como PSD, DEM e MDB. Assim que Bolsonaro ganhou as eleições, Diniz publicou uma “Carta ao presidente”, no jornal Estado de S.Paulo, afirmando que o resultado dava “esperança de que não será mais do mesmo, a esperança de que o Brasil mudará e será um país mais solidário, unido e tranquilo”.

Lojas fechadas

Nesta quinta-feira, uma semana após o assassinato de João Alberto, as lojas do Carrefour ficaram fechadas até às 14h em ‘respeito’ à morte de João Alberto Silveira Freitas.

A unidade em que ocorreu o assassinato, que é a Passo D’Areia, na capital gaúcha, permanecerá fechada durante o dia todo.

A companheira de João Alberto disse que recebeu o primeiro contato da empresa, quase uma semana após o crime, oferecendo conciliação. Não houve, contudo, nenhum termo ou valor citado pelas partes.

Os dois seguranças envolvidos no crime, Magno Braz Borges, de 30 anos, e Giovane Gaspar da Silva, de 24, que também é PM temporário, estão presos preventivamente. 

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