Mulheres negras que comandam negócios no Brasil têm renda significativamente menor do que outros grupos, aponta levantamento do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas. Os dados mostram que esse grupo fatura, em média, 59% menos que homens brancos e 46% abaixo das mulheres brancas.
O estudo foi elaborado com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua e revela desigualdades que combinam fatores raciais e de gênero no ambiente de negócios. Entre os rendimentos médios, homens brancos recebem R$ 5.143,68, enquanto mulheres brancas têm média de R$ 3.874,44. Entre pessoas negras, homens recebem R$ 2.868,40 e mulheres negras registram R$ 2.090,16.
A pesquisa também aponta diferenças na estrutura familiar. Entre as empreendedoras negras, 57,9% são responsáveis pelo sustento do domicílio, enquanto 29,6% ocupam a posição de cônjuges. Já entre mulheres brancas donas de negócios, 49,5% são chefes de família e 36,4% são cônjuges.

O acesso à educação aparece como outro fator associado à desigualdade. Apenas 25% das mulheres negras empreendedoras possuem ensino superior incompleto ou mais. Entre mulheres brancas, o percentual chega a 48%.
Os dados indicam que a desigualdade de renda está relacionada a barreiras estruturais que afetam o acesso à formação, ao crédito e a oportunidades de crescimento nos negócios.
O levantamento aponta que a ampliação de políticas voltadas ao acesso a crédito, qualificação profissional e inovação pode contribuir para reduzir essas diferenças no cenário do empreendedorismo no país.
Leia mais notícias por aqui: PGR defende eleição direta para governador do RJ após saída de Cláudio Castro









