A pesquisa também revela que o efeito é acumulativo ou seja, quanto mais relações difíceis, mais acelerado se torna o envelhecimento. O estudo revelou que cerca de 30% das pessoas relataram conviver com pelo menos uma pessoa difícil no dia a dia
Manter relações sociais nem sempre é simples e, quando envolvem pessoas difíceis, o estresse e o desgaste podem ir além do emocional. Segundo um estudo publicado na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), esse tipo de convivência pode impactar o processo de envelhecimento e agravar problemas como inflamações e doenças crônicas.
A pesquisa cruzou dados sobre as redes de convívio dos participantes com indicadores de envelhecimento biológico obtidos por meio de amostras de saliva. O resultado chamou atenção: quanto maior a exposição a relações negativas, maior a aceleração do envelhecimento. Em média, cada relação considerada difícil está associada a um aumento de cerca de 1,5% no ritmo de envelhecimento, o equivalente a aproximadamente nove meses a mais na idade biológica.

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Além disso, vínculos sociais negativos podem agravar problemas como inflamações e doenças crônicas. Outro ponto destacado pelos pesquisadores é o efeito acumulativo: quanto maior o número de relações desgastantes, mais acelerado tende a ser o processo de envelhecimento.
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O estudo também revelou que quase 30% das pessoas relataram conviver com pelo menos uma pessoa difícil no dia a dia.
Como reduzir os impactos dessas relações?
Nem sempre é possível evitar esse tipo de convivência, especialmente em ambientes como trabalho ou família. Por isso, especialistas recomendam algumas estratégias para diminuir os efeitos negativos:
- Estabelecer limites mais claros
- Reduzir a intensidade e/ou frequência dos conflitos
- Buscar aconselhamento ou apoio externo
- Fortalecer relações positivas, que ajudem a equilibrar o estresse









