Apib deixa audiência do STF sobre marco temporal: “Não vamos negociar nossos direitos”

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Durante mais uma audiência no Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, para uma conciliação sobre o uso da tese do marco temporal para a demarcação de terras indígenas, a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) deixou a reunião. A medida foi tomada, segundo os líderes indígenas, por seus direitos serem inegociáveis.

Apib afirma que os povos indígenas não irão negociar o marco temporal e outras violações contra os direitos indígenas, já garantidos na Constituição Federal de 1988 e na Convenção nº 169 da Organização Internacional do Trabalho“, disse a associação.

Durante mais uma audiência no STF sobre o marco temporal para a demarcação de terras indígenas, a Apib deixou a reunião/ Foto: Tukumã Pataxó / APIB

A instituição já havia sinalizado antes a possibilidade de sair da comissão, e agora com a saída definitiva, pede também que a Conciliação seja encerrada. Segundo ela, algumas demandas das lideranças indígenas não foram atendidas.

Entre as solicitações estava a suspensão da Lei 14.701, o reconhecimento da inadequação da criação da Comissão de Conciliação para tratar de ações que abordam a proteção dos direitos indígenas e a preservação da decisão do Supremo em 2023“.

A tese do marco temporal define que os povos indígenas só podem reivindicar a demarcação de terras ocupadas por eles no momento da promulgação da Constituição, em 5 de outubro de 1988. Por isso a tese é constantemente criticada e combatida por entidades indígenas.

O Brasil pega fogo hoje, de Norte a Sul, de Leste a Oeste, e são os indígenas que têm as respostas e as chaves para combater a emergência climática. Nesse sentido, nós, povos indígenas do Brasil, com a Apib nos retiramos dessa mesa de conciliação“, diz o texto lido pela representante.

Leia também: Apib cobra suspensão de marco temporal e avalia se continua em comissão do STF

Bárbara Souza

Bárbara Souza

Formada em Jornalismo em 2021, atualmente trabalha como Editora no jornal Notícia Preta, onde começou como colaboradora voluntária em 2022. Carioca da gema, criada no interior do Rio, acredita em uma comunicação acessível e antirracista.

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