Aluno da Ufal é investigado por ameaças físicas e de natureza racista e misógina

De acordo com um anúncio da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) foi aberto um processo administrativo contra um aluno da faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (Feac), que proferiu ameaças em um grupo de aplicativo de conversas contra colegas e professores do curso. Com a medida, as aulas dos cursos envolvidos foi suspensa. A informação foi divulgado nesta quinta-feira (15).

O reitor Josealdo Tonholo já se reuniu com a Polícia Federal e com o setor de inteligência da Secretaria de Segurança Pública para tomar as medidas cabíveis, dentre as quais está o aumento do policiamento no Campus A.C. Simões. O aluno acusado e a família dele também já foram contactados pela Polícia Federal. Foram enviados prints das conversas como prova para o processo.

Investigações seguem com a Polícia Federal / Foto: Reprodução Redes Sociais

Segundo a nota divulgada pela Ufal, o processo administrativo terá consequências acadêmicas e as autoridades vão acompanhar de perto o caso que envolve ameaças físicas de natureza racista e misógina. “Dada a complexidade das ameaças pode haver tipificação como um crime de segurança nacional”, explicita a nota.

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O reitor reitera que tais atitudes não combinam com os valores da Ufal. “Nós lamentamos profundamente que esse tipo de comportamento exista numa universidade que tem como finalidade diminuir as desigualdades e trazer desenvolvimento e qualidade de vida para um Estado que já é tão sofrido”, diz na nota.

Em um pronunciamento divulgado em uma rede social da Ufal, o reitor afirma que estão apurando o caso para decidirem pela penalidade acadêmica adequada para a situação, e que atitudes como essa não podem ficar impunes. “Esse tipo de comportamento não vai ser tolerado pela nossa universidade”, declarou Tonholo.

As demais unidades e setores da universidade seguem com expediente normalmente.

Bárbara Souza

Bárbara Souza

Formada em Jornalismo em 2021, atualmente trabalha como Editora no jornal Notícia Preta, onde começou como colaboradora voluntária em 2022. Carioca da gema, criada no interior do Rio, acredita em uma comunicação acessível e antirracista.

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