Assédio moral e abuso no transporte: Rio terá novas regras com multas de até R$ 49 mil

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A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro aprovou dois projetos de lei que ampliam o combate à violência contra a mulher, focando em assédio moral e abuso no transporte coletivo. As medidas agora aguardam a sanção do governador.

Uma das propostas cria a Política Estadual de Prevenção e Enfrentamento ao Abuso contra Mulheres no transporte coletivo. De autoria da deputada Lilian Behring, o texto prevê a capacitação de profissionais, campanhas educativas e a criação de protocolos de ação. Motoristas de ônibus, aplicativos e táxis receberão orientações para atuar nesses casos. O Detro será responsável por disponibilizar um canal de denúncia.

Uma das propostas cria a Política Estadual de Prevenção e Enfrentamento ao Abuso contra Mulheres no transporte coletivo – Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil.

A segunda iniciativa, do deputado Claudio Caiado, altera a lei estadual para incluir o assédio moral, estabelecendo multas administrativas pesadas. A penalidade pode chegar a até 10 mil UFIR-RJ, o equivalente a cerca de R$ 49 mil. O valor é dobrado se a agressão ocorrer em ônibus, trens, táxis ou veículos de aplicativo.

O parlamentar afirmou que a ferramenta oferece uma resposta mais célere às vítimas. “Não podemos admitir que mulheres continuem sendo constrangidas no dia a dia, especialmente no transporte público”, disse.

As aprovações ocorrem em um contexto de crescente mobilização social contra a misoginia, refletindo a pressão de movimentos feministas e de direitos humanos por respostas institucionais mais enérgicas. As novas legislações buscam traduzir em medidas concretas a demanda por ambientes mais seguros, especialmente no transporte público, local historicamente identificado como um dos cenários de maior vulnerabilidade para mulheres.

A intensificação da luta antimisógina tem impulsionado o parlamento fluminense a criar mecanismos que vão além da esfera criminal, investindo em ferramentas administrativas e preventivas. Ao sancionar as leis, o estado reconhece a urgência de agir sobre estruturas que normalizam o constrangimento e o abuso, alinhando-se a um movimento mais amplo que cobra políticas públicas efetivas para enfrentar todas as formas de violência de gênero.

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Thayan Mina

Thayan Mina

Jornalista pela Faculdade de Comunicação (FCS) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Atualmente mestrando pelo PPGCOM da Escola de Comunicação (ECO) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). É músico e sambista.

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