Faleceu nesta segunda-feira (2) a sambista Adriana Araújo, aos 49 anos. A informação foi anunciada pelas redes sociais da cantora às 15h32.
A artista estava internada no Hospital Odilon Behrens, em Belo Horizonte, desde do último sábado (28), após passar mal e desmaiar em casa. Adriana foi diagnosticada com um aneurisma cerebral. Segundo a equipe médica, o quadro dela era considerado “gravíssimo e irreversível”.
Reconhecida como uma das vozes femininas do samba em Minas Gerais, Adriana construiu seu percurso artístico a partir de apresentações em rodas e eventos culturais da capital. O ponto de virada aconteceu em 2008, quando subiu ao palco para interpretar “Nasci para Cantar e Sonhar”, clássico de Dona Ivone Lara. A performance marcou sua entrada definitiva no circuito profissional e a aproximou do público sambista da cidade.
Em 2011, passou a fazer parte do coletivo Simplicidade Samba, ampliando sua atuação em festivais, casas de show e encontros dedicados ao gênero. Com o tempo, consolidou carreira solo e compartilhou apresentações com artistas de projeção nacional, como Diogo Nogueira e Jorge Aragão, experiências que reforçaram sua visibilidade fora de Minas.

A discografia ganhou destaque em 2021 com o lançamento de “Minha Verdade”, trabalho que combinou composições autorais e releituras. Já em 2023, integrou o elenco do programa “Samba Delas”, exibido pela TV Globo Minas, iniciativa voltada a valorizar a contribuição das mulheres para o desenvolvimento do samba em Belo Horizonte.
A internação da cantora havia provocado uma onda de mobilização entre colegas de profissão e admiradores. Projetos culturais da cidade, como a roda Samba do Arco, manifestaram apoio público. Com a confirmação do falecimento, as homenagens se multiplicaram nas redes sociais, ressaltando sua dedicação ao samba e sua importância para a cena musical mineira.
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