O Banco Central informou que o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) apontou crescimento de 2,5% em 2025 na comparação com o ano anterior, sinalizando perda de ritmo da economia em relação a 2024. O dado funciona como uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), cujo resultado oficial será divulgado em 3 de março pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O desempenho do ano passado ficou abaixo da expansão registrada em 2024, quando o indicador avançou 3,7%. Trata-se também do resultado mais fraco desde 2020, período marcado pelos efeitos da fase mais aguda da pandemia. Em dezembro, o IBC-Br recuou 0,2% frente ao mês anterior, após ajuste sazonal, reforçando a desaceleração no fim do ano.
Em 2025, a agropecuária cresceu 13,1%, a indústria avançou 1,5% e o setor de serviços registrou alta de 2,1%. Em entrevista ao G1, Rafael Perez, economista da Suno Research, avaliou que o desempenho do agro foi impulsionado pela safra 2024/25, favorecida pelo clima e pelas exportações. Já os serviços foram puxados por atividades empresariais, transportes e comércio, em um cenário de mercado de trabalho aquecido e avanço da digitalização.

O PIB representa a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve como medida do desempenho econômico. O IBC-Br reúne dados de agropecuária, indústria, serviços e impostos, mas utiliza metodologia diferente da adotada pelo IBGE e não contempla o lado da demanda.
A desaceleração já era esperada em meio ao patamar elevado da taxa Selic, atualmente em 15% ao ano. O Banco Central afirmou que um ritmo menor de crescimento é um “elemento necessário para a convergência da inflação à meta [de inflação, de 3%]”. O Ministério da Fazenda projetou alta de 2,3% para o PIB de 2025, mesma estimativa do Banco Central.
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