Canetas emagrecedoras entram em alerta por casos de pancreatite

caneta emagrecedora

Foto: Shutterstock / Sport Life

Um alerta emitido pela Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde do Reino Unido chama a atenção para um possível efeito adverso raro ligado às chamadas canetas emagrecedoras. Segundo a agência, há registros de pancreatite aguda, inclusive com mortes, associados ao uso desses medicamentos injetáveis utilizados para controle de peso e diabetes.

De acordo com o órgão, entre 2007 e outubro de 2025 foram recebidas 1.296 notificações da doença no país. Entre os casos, constam 19 óbitos e 24 ocorrências de pancreatite necrosante, quadro grave marcado pela morte de tecido pancreático. No mesmo período, mais de 25 milhões de embalagens de remédios da classe GLP-1 circularam no mercado britânico.

Os fármacos, comercializados sob nomes como Ozempic, Wegovy e Mounjaro, imitam o hormônio GLP-1, liberado após as refeições, ajudando a reduzir o apetite e prolongar a saciedade. O Mounjaro também atua sobre o hormônio GIP.

Em comunicado oficial, a agência informou que “Embora a frequência geral permaneça incomum, a experiência pós-comercialização demonstrou que alguns relatos raros de pancreatite aguda foram particularmente graves, incluindo pancreatite necrosante e fatal”.

Entre os sintomas que exigem atenção estão dor intensa e persistente no abdômen e nas costas. A recomendação é procurar atendimento médico imediato ao notar esses sinais.

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Um alerta emitido pela Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde do Reino Unido chama a atenção a canetas emagrecedoras – Foto: Shutterstock / Sport Life

A diretora de segurança da instituição, Alison Cave, destacou que a segurança dos pacientes é prioridade. “Para a grande maioria dos pacientes que recebem prescrição de GLP-1, esses medicamentos são seguros e eficazes, proporcionando benefícios significativos para a saúde”, disse ela. Também acrescentou: “O risco de desenvolver esses efeitos colaterais graves é muito pequeno, mas é importante que pacientes e profissionais de saúde estejam cientes e atentos aos sintomas associados.”

Estimativas apontam que cerca de 1,6 milhão de adultos na Inglaterra, País de Gales e Escócia utilizaram essas medicações no último ano. O órgão, equivalente à Agência Nacional de Vigilância Sanitária no Brasil, orienta que o tratamento só seja feito com acompanhamento médico e após discussão sobre riscos e benefícios.

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Thayan Mina

Thayan Mina

Jornalista pela Faculdade de Comunicação (FCS) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Atualmente mestrando pelo PPGCOM da Escola de Comunicação (ECO) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). É músico e sambista.

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