No Rio Grande do Sul apenas 6% de agressores de mulheres são monitorados por tornozeleira

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Dados da Secretaria Estadual de Segurança Pública mostram que somente 803 homens acusados de violência contra mulheres são monitorados por tornozeleira eletrônica no Rio Grande do Sul. O total representa 6% das 13.012 medidas protetivas atualmente em vigor no Estado.

Mesmo assim, o número de monitorados cresceu. As 803 tornozeleiras em operação representam aumento de 23,5% em relação ao balanço de novembro. O Estado mantém contrato para até duas mil unidades, com possibilidade de ampliação.

O monitoramento funciona com um dispositivo preso ao agressor e um celular entregue à vítima. Se houver descumprimento da ordem judicial ou aproximação indevida, um alerta é disparado automaticamente e a polícia é acionada para verificar a ocorrência.

Dados da Secretaria Estadual de Segurança Pública mostram que somente 803 homens acusados de violência contra mulheres são monitorados – Foto: Foto: Elza Fiúza/ Agência Brasil.

A instalação do equipamento pode ser solicitada pela Polícia Civil ou pelo Ministério Público, mas depende de autorização da Justiça, que também pode determinar o uso por conta própria. De acordo com as autoridades, a concordância da vítima é um dos fatores que dificultam a ampliação da medida.

A situação de opressão das mulheres no Brasil se dá em diversos níveis, 75% das mulheres assassinadas no Brasil, seja por homicídio doloso ou feminicídio, são negras é o que mostra o levantamento que faz parte do Monitor da Violência, uma parceria do G1 com o Núcleo de Estudos da Violência da USP e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública revela que mesmo com falhas no registro de casos de raça em grande parte dos dados oficiais, mulheres negras ainda são a maioria das vítimas de homicídio doloso no país.

No caso dos do total de vítimas de agressões cometidas por companheiros em casa e estupros, elas também compõem 50% dos casos em que a cor foi registrada, o que mostra que no Brasil, ser mulher já significa enfrentar um cenário de violência persistente. Mas quando analisado a cor da pele, a probabilidade de se tornar vítima de crimes violentos cresce de forma alarmante.

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Thayan Mina

Thayan Mina

Jornalista pela Faculdade de Comunicação (FCS) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Atualmente mestrando pelo PPGCOM da Escola de Comunicação (ECO) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). É músico e sambista.

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