Minha Casa, Minha Vida entregou 1,9 milhão de moradias em 2025

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Rio de Janeiro - A presidenta Dilma Rouseff inaugura mil imóveis do programa Minha Casa Minha Vida nos condomínios Mikonos e Santorini, em Santa Cruz (Fernando Frazão/Agência Brasil)

O programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) encerrou o ano de 2025 com um volume de recursos sem precedentes, segundo apuração da reportagem. Os dados indicam que foram movimentados R$ 180 bilhões, aquecendo de forma significativa o mercado da construção civil e impulsionando a geração de empregos.

Desde que foi retomado, em 2023, a iniciativa do governo federal já contratou cerca de 1,9 milhão de moradias. A meta estabelecida é alcançar a marca de 3 milhões de unidades até o fim de 2026. O foco principal permanece nas famílias de baixa renda, mas o programa ampliou seu alcance com a criação da Faixa 4, direcionada a quem tem renda mensal entre R$ 8 mil e R$ 12 mil. Para esse grupo, é possível financiar imóveis de até R$ 500 mil, com juros em torno de 10% ao ano e prazo de pagamento de até 35 anos.

O reflexo no setor foi expressivo. Em mercados como o de São Paulo, mais de 60% dos lançamentos e vendas de imóveis residenciais foram vinculados ao MCMV. Até novembro do ano passado, foram criadas mais de 190 mil vagas com carteira assinada na construção civil, um crescimento de 6,7% em relação ao ano anterior. O reajuste dos tetos de financiamento em diversas cidades, que em alguns casos passou para R$ 275 mil, também contribuiu para melhorar a viabilidade dos projetos.

O programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) registrou um movimento financeiro de R$ 180 bilhões no ano passado, estabelecendo um recorde – Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil.

Em outubro de 2025, foi lançado o Programa Reforma Casa Brasil, com uma linha de crédito de R$ 40 bilhões para melhorias em moradias existentes. A iniciativa tem capacidade para atender até 1,5 milhão de famílias. Um estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV) estima que esse programa pode adicionar R$ 52,9 bilhões ao PIB nacional e gerar quase R$ 20 bilhões em receita tributária.

Para 2026, a previsão é de um orçamento continuamente robusto, com R$ 144,5 bilhões previstos em recursos do FGTS. Os subsídios diretos por família poderão alcançar R$ 65 mil. Apesar do cenário positivo, analistas consultados alertam que a trajetória do programa depende de fatores macroeconômicos, como o comportamento dos juros e a efetiva execução dos investimentos planejados.

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Thayan Mina

Thayan Mina

Jornalista pela Faculdade de Comunicação (FCS) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Atualmente mestrando pelo PPGCOM da Escola de Comunicação (ECO) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). É músico e sambista.

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