Juros devem cair em 2026, mas financiar casa e carro seguirá caro

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A inflação no Brasil deve desacelerar ao longo de 2026 e, com isso, o Banco Central deve começar a reduzir os juros da economia. Na prática, isso significa que os preços devem parar de subir tão rápido e que o custo do dinheiro tende a diminuir. No entanto, especialistas alertam: essa queda não será suficiente para tornar o crédito acessível para a maior parte da população.

Hoje, a taxa básica de juros, a Selic, está em 15% ao ano. A previsão é que ela caia para algo em torno de 12% até o fim de 2026, segundo estimativas do Banco Central do Brasil e de consultorias econômicas. Apesar de ser uma redução importante, os juros ainda ficarão altos para quem precisa financiar bens como casa, carro ou recorrer a empréstimos.

A inflação no Brasil vai cair e, com isso, o Banco Central deve cortar até três pontos percentuais nos juros da economia (Selic) até o final de 2026 – Foto: Pexels

O que muda no dia a dia das pessoas é, antes de tudo, o ritmo dos preços. Com a inflação mais baixa, itens como alimentos, serviços e contas básicas tendem a subir menos de preço, o que ajuda a aliviar o orçamento mensal. Ainda assim, isso não significa que tudo ficará barato, apenas que os aumentos devem ser menores do que nos últimos anos.

Por outro lado, quem pensa em financiar um imóvel ou comprar um carro parcelado deve continuar enfrentando parcelas altas. Mesmo com a Selic menor, os bancos ainda cobrarão juros elevados nesses contratos, o que faz o valor final pago ser muito maior do que o preço original do bem. Na prática, financiar continuará sendo um peso grande no orçamento das famílias, especialmente das que têm renda mais apertada.

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Para quem consegue guardar algum dinheiro, o cenário ainda favorece os investimentos em renda fixa, como títulos públicos e aplicações atreladas aos juros. Esses investimentos seguem rendendo bem enquanto a Selic estiver alta, o que beneficia principalmente quem já tem sobra de renda para investir.

Em resumo, a queda dos juros em 2026 deve trazer algum alívio no custo de vida, mas não representa uma virada completa. Comprar à vista continuará sendo a melhor opção sempre que possível, e o crédito seguirá caro para a maior parte da população.

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