Homem negro é baleado e morto ao tentar entrar em supermercado de SP

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Um homem negro identificado como Felipe Moraes Oliveira, de 29 anos, foi baleado e morto por um segurança, após tentar entrar em um supermercado em Santo André (SP). Felipe teria se desentendido com o segurança após tentar acessar o interior do estabelecimento acompanhado de seu cachorro, ação que foi impedida pelo funcionário.

De acordo com informações do Boletim de Ocorrência, após o disparo, mesmo ferido, o homem correu em direção a uma farmácia próxima ao local para buscar socorro, os funcionários, então, chamaram o atendimento médico de urgência, porém Felipe não resistiu e morreu no local alguns minutos depois.

Homem negro é baleado e morto ao tentar entrar em supermercado de SP – Foto: Reprodução/ Redes sociais



Na noite desta quinta-feira (28), o autor do disparo se entregou no Setor de Homicídios e Proteção à pessoa (SHPP), da Polícia Civil, no entanto, sua identidade foi mantida em sigilo. O caso foi registrado como “homicídio consumado”, crime tipificado quando a morte da vítima ocorre algum tempo depois da ação causadora.

Nas redes sociais, diversos movimentos se manifestam pedindo justiça frente a morte do jovem.

“Inacreditável que há alguns dias o vi em Santo André, vendendo a arte dele. Que soco no estômago. Estou sem acreditar que mataram mais um de nós”, lamentou uma usuária do Instagram.


“Justiça: que o mercado Loyola de Santo André seja justamente respeitoso com Felipe Moraes, sua família, amigos, realize reparação histórica e que se tome medidas EFETIVAS para que isso nunca mais ocorra em qualquer circunstância”, escreveu outro internauta.

Felipe Moraes Oliveira, era popular na região de Santo André e do grande ABC, por ser um frequentador de rodas culturais e eventos como batalhas de rima, por exemplo. A esposa, Evelyn da Silva relata em publicação nas redes sociais que o marido teria saído para comprar pão e não retornou.

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Erick Braga

Erick Braga

Formado em jornalismo no ano de 2023 pela Universidade São Judas Tadeu,criado no interior da Bahia e residindo desde 2012 em São Paulo, acredita no jornalismo profissional como ferramenta de transformação social e combate a desinformação.

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