Hoje, segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026, a Unidos da Tijuca, escola tradicional do Morro do Borel, sobe à Marquês de Sapucaí para fechar a segunda noite de desfiles do Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro. Segundo a programação oficial, a escola será a última a cruzar a avenida nesta madrugada, levando um espetáculo que aposta na força da palavra, da memória e da literatura brasileira.
O enredo escolhido para este ano é “Carolina Maria de Jesus”, uma homenagem à escritora mineira cuja obra tornou-se um marco da literatura nacional ao retratar a vida nas favelas e as marcas da desigualdade social. É a primeira vez que a Unidos da Tijuca presta tributo a uma autora negra dessa magnitude, transformando sua trajetória em tema central de um desfile da Sapucaí.
A Tijuca trouxe para o desfile um samba-enredo cujo refrão principal e versos destacam a vida de Carolina, refletindo sua voz e experiência. A obra vencedora foi criada por uma parceria que inclui Lico Monteiro, Samir Trindade, Leandro Thomaz, Marcelo Adnet, Marcelo Lepiane, Telmo Augusto, Gigi da Estiva e Juca e será interpretada por Marquinhos Art’Samba.
À frente da bateria Pura Cadência, o mestre Casagrande prepara os ritmistas para imprimir ritmo e impacto à apresentação, enquanto a rainha de bateria Mileide Mihaile promete comandar os ritmistas com brilho e presença marcante, destacando-se entre os segmentos que mais devem chamar atenção do público.

O desfile da Unidos da Tijuca nesta noite promete unir história, cultura e reflexão. Nas semanas que antecederam o Carnaval, a comunidade da agremiação trabalhou intensamente na montagem das alegorias, no ajuste de fantasias e no ensaio do samba para que cada trecho da Sapucaí reverbere com a potência da obra literária que inspirou o enredo.
Quando os primeiros sons ecoarem no sambódromo, a Unidos da Tijuca pretende transformar o 16 de fevereiro de 2026 em uma celebração da escrita como instrumento de resistência e liberdade, levando à avenida a figura de Carolina Maria de Jesus não apenas como personagem histórica, mas como símbolo da dignidade, coragem e da importância da palavra na construção da identidade brasileira.
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