Treinadora húngara de ginástica rítmica faz gesto supremacista durante Olimpíadas de Paris

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Durante a disputa de ginástica rítmica das Olimpíadas de Paris nesta quinta-feira (08), a treinadora húngara Noémi Gelle, que acompanhava a ginasta Fanni Pigniczki, foi gravada fazendo um gesto de supremacia branca. Enquanto aguardava a nota da atleta, Noémi fez um sinal com os dedos conhecido como “White Power” (Poder Branco).

Até o momento, o Comitê Olímpico Internacional (COI) ainda não se manifestou. Mas ao Uol, o Comitê Olímpico da Hungria afirmou que a intenção da treinadora “era que o desempenho de sua atleta fosse uma marca de excelência” e que “não há conteúdo intencional em seu sinal”. Depois da prova, a treinadora não quis dar entrevista.

Já a Federação Internacional de Ginástica (FIG) confirmou que está ciente do caso, mas ainda não anunciou uma posição oficial sobre o ocorrido.

O gesto consiste em ter três dedos sustentados com um ‘W’, e um circulo com os outros dedos fazendo referência à cabeça de um ‘P’, o que seria a sigla do termo, e por isso associado a grupos supremacistas brancos.

A cena gerou revolta nas redes sociais. “Espero que punam a delegação da Hungria pelo gesto de “White Power” que a treinadora fez agora em rede mundial“, disse um internauta. “Enquanto ginastas negras formavam um pódio e sendo celebradas, acontece isso. Mas o gesto foi só “coincidência” né?“, disse outro.

O mesmo sinal já apareceu nessa mesma edição dos Jogos, anteriormente. Durante a final do Skate Street Feminino, um funcionário terceirizado foi gravado fazendo o mesmo gesto supremacista durante a transmissão das Olimpíadas. Com isso o COI cancelou a credencial do homem. 

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Bárbara Souza

Bárbara Souza

Formada em Jornalismo em 2021, atualmente trabalha como Editora no jornal Notícia Preta, onde começou como colaboradora voluntária em 2022. Carioca da gema, criada no interior do Rio, acredita em uma comunicação acessível e antirracista.

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