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	<title>Arquivos masculinidade - Noticia Preta - NP</title>
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	<description>Jornalismo Antirracista</description>
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	<title>Arquivos masculinidade - Noticia Preta - NP</title>
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		<title>Jornalista lança livro inspirado em oito mulheres negras</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fernanda De Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 21 Nov 2020 10:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O jornalista, escritor e roteirista Jeferson Pedro lança, oficialmente, o seu mais novo livro, Saída de Emergência, no próximo dia 1º de dezembro, às 19 hora e, devido a pandemia, será de forma virtual. Livremente inspirada na realidade, a obra conta a história de oito mulher negras que não tiveram o privilégio de permanecer no [&#8230;]</p>
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<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="696" height="1023" data-attachment-id="17647" data-permalink="https://noticiapreta.com.br/saida-de-emergencia-capa/" data-orig-file="https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Saida-de-Emergencia-Capa.jpeg" data-orig-size="696,1023" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}" data-image-title="Saida-de-Emergencia-Capa" data-image-description="" data-image-caption="" data-medium-file="https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Saida-de-Emergencia-Capa-204x300.jpeg" data-large-file="https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Saida-de-Emergencia-Capa.jpeg" src="https://desenvolvimento.noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Saida-de-Emergencia-Capa.jpeg" alt="" class="wp-image-17647" srcset="https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Saida-de-Emergencia-Capa.jpeg 696w, https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Saida-de-Emergencia-Capa-204x300.jpeg 204w" sizes="(max-width: 696px) 100vw, 696px" /><figcaption><em>O livro conta a história de oito mulheres negras na pandemia &#8211; Foto: Divulgação</em></figcaption></figure>



<p>O jornalista, escritor e roteirista Jeferson Pedro lança, oficialmente, o seu mais novo livro, Saída de Emergência, no próximo dia 1º de dezembro, às 19 hora e, devido a pandemia, será de forma virtual.  Livremente inspirada na realidade, a obra conta a história de oito mulher negras que não tiveram o privilégio de permanecer no isolamento social diante a pandemia do Coronavírus, e enfrentaram todo o risco nos meios de transporte para levar o sustento as suas famílias. </p>



<p>Jeferson revela que a ideia inicial do livro era falar de mulheres com crise de síndrome de pânico nos meios de transporte, porém com a chegada da pandemia, se viu diante de outra possibilidade, mulheres que mesmo com essa pandemia tiveram que trabalhar para sustentar a família. “Um dia, em casa, me peguei pensando sobre as mulheres que tiveram que sair de casa para trabalhar. Uma mulher negra, mãe solteira, com filhos pequenos, moradora de favela, não tem o privilégio de escolher ficar em casa ou não, mesmo diante de uma pandemia tão grave e preocupante. Esta mulher negra coloca a máscara no rosto, enfrenta o ônibus cheio, e vai à luta para não passar fome e não deixar nada faltar para os filhos. E isso é essencialmente uma grande história para ser contada&#8221;, comenta. </p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" width="768" height="1024" data-attachment-id="17648" data-permalink="https://noticiapreta.com.br/autor-jeferson-pedro/" data-orig-file="https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Autor-JEFERSON-PEDRO.jpeg" data-orig-size="960,1280" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}" data-image-title="Autor-JEFERSON-PEDRO" data-image-description="" data-image-caption="" data-medium-file="https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Autor-JEFERSON-PEDRO-225x300.jpeg" data-large-file="https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Autor-JEFERSON-PEDRO-768x1024.jpeg" src="https://desenvolvimento.noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Autor-JEFERSON-PEDRO-768x1024.jpeg" alt="" class="wp-image-17648" srcset="https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Autor-JEFERSON-PEDRO-768x1024.jpeg 768w, https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Autor-JEFERSON-PEDRO-225x300.jpeg 225w, https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2020/11/Autor-JEFERSON-PEDRO.jpeg 960w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" /><figcaption><em>Jeferson também é autor do livro Dandara &#8211; Foto: Divulgação</em></figcaption></figure></div>



<p>Jeferson informa que o nome do livro, Saída de Emergência, representa uma alternativa, uma porta, um novo caminho para as personagens do livro que se veem frente a decisões difíceis que precisam ser tomadas. “Todas as personagens do livro passam por situações muito delicadas, de tensão e, na mente, fica martelando a pergunta: o que eu faço agora? Para onde eu vou? Qual botão eu aperto? Qual atitude tomar, quando, diante de uma pandemia, a orientação da OMS é ficar em casa, mas os dois filhos pequenos não podem ficar com fome? A resposta é a saída de emergência&#8221;, detalha Jeferson. </p>



<p>Incomodado pelas poucas histórias retratando a mulher negra e pelo olhar branco na maioria das vezes por trás dessas narrativas, Jeferson acredita que seja esse o momento dos escritores e escritoras negras ocuparem o seu lugar. “Chegou o momento de nós, escritores negros, escrevermos as nossas próprias histórias e assumirmos, de uma vez por todas, o protagonismo nos nossos espaços e principalmente, nas nossas narrativas. A mulher negra é a grande sobrevivente de um mundo racista, opressor e o meu papel é fazer essas histórias reverberarem, pois, contando as histórias destas oito mulheres negras, conto na verdade, as histórias de oitocentas mulheres: minha mãe, minha avó, as professoras negras que eu tive, e que se transformaram ao longo dos anos, em heroínas da nossa sociedade, “explica. </p>



<p><strong>Trajetória</strong> </p>



<p>Autor do livro Dandara, Jeferson Pedro participou do Feira Literária das Periferias e teve seu texto “Levando um violão” publicado na antologia 43 novos autores. Em parceria com o coletivo de dramaturgia da ONG Teatro Ecoa, escreveu a peça “Batterfly”. Foi o escritor dos argumentos e os roteiros dos curtas metragens: “Danúbio Azul” e “Tião”, e, contribuiu com a produção dos curtas: “ONÁ” e “Flor e espinho“, produzidos e filmados em parceria com o Coletivo Crua.</p>



<p>O lançamento oficial será dia 1º de dezembro, mas o livro já está em pré-venda no site da editora Conexão 7 &#8211; <a href="https://editoraconexao7.negocio.site/ou" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://editoraconexao7.negocio.site/ou</a> através do link: pag.ae/7Ww-WqD2P</p>
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		<title>Curso preparatório é acusado de racismo e machismo em vídeo de propaganda</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Igor Rocha]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 May 2020 14:30:15 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[homens negros]]></category>
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		<category><![CDATA[Masculinidades negras]]></category>
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		<category><![CDATA[racismo]]></category>
		<category><![CDATA[racismo estrutural]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um vídeo publicado pela Estratégia Concursos é acusado de racismo e machismo por internautas e recebeu várias críticas A propaganda associa as bancas organizadoras de concursos a homens participando de uma orgia com uma mulher loira, fazendo alusão aos chamados “concurseiros”. Os homens negros, carregando a mulher, são marcados no vídeo com o texto “examinadores [&#8230;]</p>
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<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><img decoding="async" width="768" height="617" data-attachment-id="10356" data-permalink="https://noticiapreta.com.br/concurso/" data-orig-file="https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Concurso.jpg" data-orig-size="768,617" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}" data-image-title="Concurso" data-image-description="" data-image-caption="" data-medium-file="https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Concurso-300x241.jpg" data-large-file="https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Concurso.jpg" src="https://desenvolvimento.noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Concurso.jpg" alt="" class="wp-image-10356" srcset="https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Concurso.jpg 768w, https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2020/05/Concurso-300x241.jpg 300w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" /></figure></div>



<p>Um vídeo publicado pela Estratégia Concursos é acusado de racismo e machismo por internautas e recebeu várias críticas A propaganda associa as bancas organizadoras de concursos a homens participando de uma orgia com uma mulher loira, fazendo alusão aos chamados “concurseiros”. Os homens negros, carregando a mulher, são marcados no vídeo com o texto “examinadores da CESPE”, uma das bancas mais famosas de examinadores do país.</p>



<p>A legenda da publicação diz que “O concurseiro estuda com material pouco profundo, sem clareza, não faz questões da banca, ou seja, sem uma retaguarda de conhecimentos que aguente a profundidade com que a banca introduz os conhecimentos e diversas posições doutrinárias. E aí, a situação fica preta! Para não passar por isso e nem levar trolha na prova”. <a href="https://desenvolvimento.noticiapreta.com.br/carregadores-de-caixao-dancarinos-de-gana-viram-meme-nas-redes-sociais/" target="_blank" rel="noreferrer noopener" aria-label="A trilha sonora é a utilizada no meme dos coveiros ganeses dançarinos,  que aparecem no final do vídeo.  (abre numa nova aba)">A trilha sonora é a utilizada no meme dos coveiros ganeses dançarinos,  que aparecem no final do vídeo. </a></p>



<figure class="wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<span class="embed-youtube" style="text-align:center; display: block;"><iframe class="youtube-player" width="660" height="372" src="https://www.youtube.com/embed/3XYmER6DoOc?version=3&#038;rel=1&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;fs=1&#038;hl=pt-BR&#038;autohide=2&#038;wmode=transparent" allowfullscreen="true" style="border:0;" sandbox="allow-scripts allow-same-origin allow-popups allow-presentation allow-popups-to-escape-sandbox"></iframe></span>
</div><figcaption><em>O vídeo foi acusado de racismo e misoginia &#8211; Video: Reprodução Internet</em></figcaption></figure>



<p><strong>Reações</strong></p>



<p>Nas redes sociais, seguidores criticaram a publicação, chamando de misógina e racista. &#8220;Vocês vão mesmo bloquear todo mundo que cobra retratação por essa merda misógina e racista que vocês postaram?&#8221;, escreveu a escritora Clara Averbuck. Além dela, o procurador baiano Vladirmir Aras também comentou. &#8220;O ensino preparatório para concursos sofre uma crise de qualidade e uma crise de valores. Estes estão cada vez mais “baixos”. E não me refiro a preços&#8230;&#8221;, alertou.&nbsp;<br></p>



<p><br></p>
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		<title>Por que “Oboró masculinidade negras” é a melhor peça teatral de 2019?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Notícia Preta]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 01 Feb 2020 11:00:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[masculinidade]]></category>
		<category><![CDATA[Oboró]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Mariana dos Reis Pensemos num espetáculo teatral que subverte a ótica colonialista de se projetar as relações sociais através do universalismo  baseado no homem branco, cristão, heterossexual e socialmente privilegiado. Sem cair no “lugar comum” de se problematizar apenas as masculinidades negras, fixando estereótipos machistas ou violentos, a profundidade das narrativas apresentada no palco [&#8230;]</p>
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<p><strong><em>Por Mariana dos Reis</em></strong></p>



<p>Pensemos num espetáculo teatral que subverte a ótica colonialista de se projetar as relações sociais através do universalismo  baseado no homem branco, cristão, heterossexual e socialmente privilegiado. Sem cair no “lugar comum” de se problematizar apenas as masculinidades negras, fixando estereótipos machistas ou violentos, a profundidade das narrativas apresentada no palco desvela temas centrais presentes  no cotidiano dos homens negros.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><img decoding="async" width="918" height="515" data-attachment-id="8231" data-permalink="https://noticiapreta.com.br/fb_img_1578951951505/" data-orig-file="https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2020/01/FB_IMG_1578951951505.jpg" data-orig-size="918,515" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}" data-image-title="FB_IMG_1578951951505" data-image-description="" data-image-caption="" data-medium-file="https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2020/01/FB_IMG_1578951951505-300x168.jpg" data-large-file="https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2020/01/FB_IMG_1578951951505.jpg" src="https://desenvolvimento.noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2020/01/FB_IMG_1578951951505.jpg" alt="" class="wp-image-8231" srcset="https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2020/01/FB_IMG_1578951951505.jpg 918w, https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2020/01/FB_IMG_1578951951505-300x168.jpg 300w, https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2020/01/FB_IMG_1578951951505-768x431.jpg 768w" sizes="(max-width: 918px) 100vw, 918px" /><figcaption><em>Elenco da peça em atuação no teatro João Caetano &#8211; Foto: Rafael Lira</em></figcaption></figure></div>



<p>Desigualdade social, exaustivas jornadas de trabalho, heterossexualidade compulsória, ausência de afetividade, hipersexualização de corpos e abusos sexuais na infância, depressão, pensamentos suicídas,  frustração em suas carreiras profissionais, resgate de ancestralidade e tensões em relacionamentos racializados e inter raciais. A complexidade destes assuntos é abordada através da interpretação de 11 narrativas ficcionais de atores negros, por sua vez diversos  também em aspecto físico e coloração.  Oboró é um termo do dialeto Yorubá utilizado para designar orixás do gênero masculino. Deste modo, alguns destes estão representados por estes personagens da montagem como:. Exu, Ogum, Oxóssi, Omolu, Xangô, Oxumaré, Osanyin, Logun Edé e Oxalá teatral.  O espetáculo “Oboró: masculinidades negras” também  subverte a máxima do negro aceito socialmente, performando códigos da branquitude, do homem apenas provedor ou detentor de poder de consumo. Mesmo constando em narrativas da sinopse personagens que  ascendem socialmente na vida, há reflexões importantes sobre privações do ócio, anulação de suas subjetividades e exploração das condições de trabalho em ambientes profissionais ou acadêmicos segregadores. Assim, o teórico Frantz  Fanon reflete em seus estudos “Pele branca, máscaras negras” que ao homem negro é negado o direito de “ser”.</p>



<p>O texto da peça intersecciona em vários momentos o debate sobre gênero, raça e classe, balizando as distintas trajetórias com a estrutura do racismo estrutural existente na nossa sociedade. O que mais impressiona, além da excelente atuação e equidade do elenco, é a utilização de um figurino impecável somado a belas performance de dança afro no palco, simulando os respectivos orixás relacionados aos personagens. Quem assina o figurino e o cenário é Wanderley&nbsp; Gomes e a responsável pela direção de movimento é a, já consagrada coreografa, Valéria Monã. O texto tem autoria de Adalberto Neto. O elenco é composto por uma safra de atores negros também engajados nas questões de negritude e políticas do Rio de Janeiro (Cridemar Aquino, Danrley Ferreira, Drayson Menezzes, Ernesto Xavier, Jonathan Fontella, Luciano Vidigal, Marcelo Dias, Orlando Caldeira, Reinaldo Júnior e Sidney Santiago Kuanza). O espetáculo, conta ainda com três músicos e a trilha e regência de César Lira.&nbsp; A direção geral conta com Rodrigo França, profissional, figura icônica responsável pela explosão do teatro negro na cidade</p>



<p>O estrondoso sucesso do espetáculo tem sido tão propagado na cidade que rendeu recentemente o comentário na coluna do Ancelmo Goes no “O Globo” no dia 10 de janeiro de 2020. O jornalista escreveu: “ Um grupo de 40 ialorixás e babalorixás vai ao Teatro João Caetano, hoje para assistir o espetáculo Oboró(…). Todos estarão de branco”.</p>



<p>Se atendo a necessidade &nbsp; de incentivar os povos de terreiro a assistirem o espetáculo, várias promoções foram criadas pela produção do espetáculo. A primeira promoção (reduzindo o ingresso pela metade), realizada no Teatro Firjan, solicitava que os espectadores fossem de branco na sexta feira (dia de Oxalá para as religiões de matrizes africanas). Cada espectador diria na bilheteria a palavra “Modupé” que quer dizer “obrigado” em yorubá.</p>



<p>Voltando a temporada este ano, a peça migrou semana passada para o grandioso teatro João Caetano, incentivando novamente os espectadores a irem de branco, reduzindo assim o ingresso a apenas 10 reais. Fica em cartaz no mesmo teatro até o dia 9 de fevereiro, de quinta a domingo.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><img decoding="async" width="1080" height="810" data-attachment-id="8233" data-permalink="https://noticiapreta.com.br/fb_img_1578951993442/" data-orig-file="https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2020/01/FB_IMG_1578951993442.jpg" data-orig-size="1080,810" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}" data-image-title="FB_IMG_1578951993442" data-image-description="" data-image-caption="" data-medium-file="https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2020/01/FB_IMG_1578951993442-300x225.jpg" data-large-file="https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2020/01/FB_IMG_1578951993442-1024x768.jpg" src="https://i1.wp.com/noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2020/01/FB_IMG_1578951993442.jpg?fit=800%2C600&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-8233" srcset="https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2020/01/FB_IMG_1578951993442.jpg 1080w, https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2020/01/FB_IMG_1578951993442-300x225.jpg 300w, https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2020/01/FB_IMG_1578951993442-1024x768.jpg 1024w, https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2020/01/FB_IMG_1578951993442-768x576.jpg 768w" sizes="(max-width: 1080px) 100vw, 1080px" /><figcaption><em>Plateia no Teatro João Caetano de branco &#8211; Foto: Rafael Lira </em></figcaption></figure></div>



<p>Conversamos com o diretor Rodrigo França para compreender a propagação deste sucesso na cena cultural.</p>



<p><strong>Notícia Preta:</strong> Por que você decidiu trabalhar um tema tão complexo como masculidades negras neste espetáculo?</p>



<p><strong>Rodrigo França: </strong>Meu principal desejo foi tirar o homem negro do maniqueísmo  que o transforma em vilão e humanizá-lo. Esse homem erra mas também acerta. A sociedade sempre determina parte desta narrativa  como a escória, mas esse homem negro tem subjetividades, sonhos, erros e acertos e tem tudo aquilo que um seu humano de uma maneira complexa tem subjetividades, sonhos, erros, acertos e tudo aquilo que um ser humano de maneira complexa tem. Então, foi a maneira de aproveitar o teatro e mostrar para nosso espectador/ espectadora que vamos errar, mas que vamos acertar como qualquer ser humano. Na estrutura cultural africana, nós não temos esse maniqueísmos, nem nas histórias africanas e lusitãs</p>



<p><strong>NP</strong>: Diante da conjuntura política ultraconservadora na cultura há certo tempo, você temia que o espetáculo fosse censurado ou criticado por intolerância religiosa? Comente também como você tem  visto este cenário.</p>



<p><strong>RF: </strong>O teatro negro se perpetua em todos os espaços. O dia que eu não tiver o teatro italiano, tradicional, eu vou pra rua. Diante do cenário político, nós vamos sempre fazer Teatro. O teatro negro sempre foi realizado a partir de guerrilha, de resistência e não romantiza essa resistência pois se a gente vive num país democrático, os recursos deveriam ser iguais tanto para o teatro branco como o teatro negro. Nós de uma determinada forma nos condicionamos a fazer teatro independente dos recursos. É o pior cenário possível mas quando a gente fala de cultura, nós também falamos de cultura do Axé. Não vejo como intolerância religiosa, vejo como racismo, como terrorismo religioso. Este racismo não se perpetua só no palco, agora que está aparecendo mais na medida que você tem DJ pretos favelados presos, casas de Axé depredadas, esta estrutura reacionária violenta já está estabelecida há muito tempo e agora que mexeu nos bolsos da classe média, mas sempre bateu na gente.</p>



<p><strong>NP</strong>: A que você atribui tamanho sucesso de “ Oboró: masculinidades negras?”</p>



<p><strong>RF</strong>: Não atribuo o sucesso de “Oboró masculinilidades negras”, atribuo ao teatro negro que sempre foi forte! E cada vez mais o público  quer se ver e vem se enxergando em espetáculos que não é Oboró, que estão numa geração puramente digna, respeitando narrativas. E não é neste momento porque o teatro negro é continuo. O teatro negro é um sucesso porque ele é coerente, colocando o homem e a mulher negra no protagonismo de uma maneira digna.</p>



<p>Por fim, é importante ressaltar que este espetáculo possibilita ao espectador realizar reflexões sobre masculinidades negras, registrando críticas acerca de como alguns estereótipos atuam na construção de significados distópicos que dificultam a identificação de elementos positivos destas masculinidades enquanto práticas sociais. Feministas negras internacionais como Bell Hooks e Patrícia Hill Colins pontuaram em seus trabalhos a importância de se pensar as masculinadades negras a partir da intersecção entre raça, gênero e classe.&nbsp;Já Fanon denunciava em seus estudos que “o homem negro não é homem”, portanto não considerado como humano em uma sociedade colonialista e de estruturas raciais desiguais. “Oboró” conseguiu agregar, em sua sinopse, a junção de todos estes pensamentos, subvertendo a lógica negativada do homem negro construída pela supremacia branca. As masculinidades negras são plurais, possuindo diferentes contextos e subjetividades.&nbsp;</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="alignleft"><img decoding="async" width="960" height="1280" data-attachment-id="8234" data-permalink="https://noticiapreta.com.br/img-20200113-wa0042/" data-orig-file="https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2020/01/IMG-20200113-WA0042.jpg" data-orig-size="960,1280" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}" data-image-title="IMG-20200113-WA0042" data-image-description="" data-image-caption="" data-medium-file="https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2020/01/IMG-20200113-WA0042-225x300.jpg" data-large-file="https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2020/01/IMG-20200113-WA0042-768x1024.jpg" src="https://i2.wp.com/noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2020/01/IMG-20200113-WA0042.jpg?fit=768%2C1024&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-8234" srcset="https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2020/01/IMG-20200113-WA0042.jpg 960w, https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2020/01/IMG-20200113-WA0042-225x300.jpg 225w, https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2020/01/IMG-20200113-WA0042-768x1024.jpg 768w" sizes="(max-width: 960px) 100vw, 960px" /><figcaption><em>Rodrigo França é diretor da peça &#8211; Foto: Arquivo Pessoal</em></figcaption></figure></div>



<p>Mariana dos Reis é doutoranda em educaçao, professora do Instituto Benjamin Constant, feminista negra e socialista.</p>
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		<title>Coletivo de pais discute paternidade negra</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Louise Freire]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 Aug 2019 16:29:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[masculinidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em 2018, o professor de inglês e afroempreendedor Humberto Baltar criou um grupo para discutir paternidade negra, após descobrir que seria pai. “O coletivo ‘Pais Pretos Presentes’ surgiu de uma angústia minha. No dia em que eu descobri que ia ser pai &#8211; um dia antes do dia dos pais no ano passado &#8211; eu [&#8230;]</p>
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<p>Em 2018, o professor de inglês e afroempreendedor Humberto Baltar criou um grupo para discutir paternidade negra, após descobrir que seria pai. </p>



<p>“O coletivo ‘Pais Pretos Presentes’ surgiu de uma angústia minha. No dia em que eu descobri que ia ser pai &#8211; um dia antes do dia dos pais no ano passado &#8211; eu me vi sem saber como garantir a melhor criação possível para o meu filho” – relata o pai do pequeno Apolo, de quatro meses.&nbsp;</p>



<p>O grupo surgiu por meio das redes sociais, a partir das discussões os integrantes decidiram reunir-se. O ‘Pais Pretos Presentes’ aborda temáticas sobre relacionamento com a esposa gestante, criação dos filhos, hábitos alimentares, empoderamento racial, dicas de brincadeiras, programações com outras crianças negras, entre outras.&nbsp;</p>



<p>Humberto afirma que o objetivo do coletivo é a desconstrução dos pais pretos, formação e letramento racial, também a socialização, bate papo e atividades recreativas como o futebol de homens negros.&nbsp;</p>



<p>Segundo o criador do grupo, esta discussão é necessária porque os homens negros precisam estar alinhados com os princípios ancestrais africanos de coletividade circularidade; para que possam aprender um com outro ao trocarem experiências sobre masculinidade e paternidade negra.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>“Crescemos em conjunto para contribuir com a comunidade. Percebi que a minha evolução como pai preto passa pela evolução de outros pais e pela minha dedicação a estes irmãos. Desde o nascimento do coletivo ‘Pais Pretos Presentes’, já fui acolhido e acolhi em tantas ocasiões que nem daria para citar. Somos constelação. Nosso esplendor é maior em conjunto. Isso é Ubuntu. Por isso é tão importante que eu discuta a paternidade negra com meus irmãos”.&nbsp;</p>



<p>Um dos participantes, Thales Ramos, pai de um menino de 2 anos, fala sobre a importância de integrar o grupo.</p>



<p>“Estamos criando homens negros e a gente sabe que homens negros em uma sociedade racista como a nossa são alvos de violência a todo instante. A gente está criando mulheres negras, que estão na ponta da lança do preconceito. Então, estamos ali para trocar essa experiência e buscar, como a gente está nesse processo de resgate da nossa cultura, da nossa identidade. Eu acho importante estar no grupo por isso, porque ali a gente cata referência. Discute com o irmão, a gente abre as coisas para debate em uma visão nossa. Uma visão que infelizmente foi mutilada durante um tempo, mas que agora a gente está retomando”.&nbsp;<br></p>
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		<title>Homem trans negro fala sobre preconceito e lança canal para ajudar quem quer fazer transição: &#8216;O trans está sempre em busca de referências&#8217;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Notícia Preta]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 Aug 2019 10:20:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[homem trans]]></category>
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		<category><![CDATA[trans]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quando o estudante Stefan Rio da Costa, de 24 anos, começou sua transição, há um ano, tudo que ele buscava eram referências. Havia muitas dúvidas sobre as mudanças que aconteceriam com o seu corpo. Mas ele não se via nos casos de transição que tinha acesso. Como homem trans negro, Stefan decidiu, então, compartilhar sua [&#8230;]</p>
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<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" width="768" height="960" data-attachment-id="5552" data-permalink="https://noticiapreta.com.br/stefan-costa-atualmente/" data-orig-file="https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2019/08/Stefan-Costa-atualmente.jpg" data-orig-size="768,960" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}" data-image-title="Stefan Costa atualmente" data-image-description="" data-image-caption="" data-medium-file="https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2019/08/Stefan-Costa-atualmente-240x300.jpg" data-large-file="https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2019/08/Stefan-Costa-atualmente.jpg" src="https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2019/08/Stefan-Costa-atualmente.jpg" alt="" class="wp-image-5552" srcset="https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2019/08/Stefan-Costa-atualmente.jpg 768w, https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2019/08/Stefan-Costa-atualmente-240x300.jpg 240w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" /></figure>



<p> Quando o estudante Stefan Rio da Costa, de 24 anos, começou sua transição, há um ano, tudo que ele buscava eram referências. Havia muitas dúvidas sobre as mudanças que aconteceriam com o seu corpo. Mas ele não se via nos casos de transição que tinha acesso. Como homem trans negro, Stefan decidiu, então, compartilhar sua experiência. Foi assim que lançou, há seis meses, o canal Stefan Costa &#8211; Trans Boy Life.</p>



<p>&#8220;Minha maior dificuldade foi não ter referências. Não desmereço a causa deles. Estamos na mesma luta. Mas é complicado você olhar aqueles garotos brancos, cabelo liso, nariz fino, se olhar no espelho e ver que você nunca terá as mesmas características que eles, porque seu cabelo é crespo, seu nariz é mais largo, sua cor é outra. Todas essas dúvidas sobre como ficariam minha boca, meu nariz e a textura do meu cabelo tive que descobrir sozinho, e continuo descobrindo. A pessoa trans está sempre em busca de referências, até mesmo por conta da falta de informação que temos&#8221;, afirma Stefan, que dá dicas, como o processo de transição, o uso do binder (tecido elástico usado para apertar os seios), a retificação do nome na documentação, entre outras.</p>



<p>Desde a infância, Stefan sofreu por não se identificar com seu gênero. Desde os apelidos na infância, a falta de amigos, passando pela não aceitação da família na adolescência, quando se assumiu &nbsp;lésbica. Mas há um ano, decidiu fazer sua transição. E o preconceito hoje é dobrado: por ser trans e negro.</p>



<p>&#8220;Por ser negro, sempre senti essa diferença. Muito antes da transição. Mas agora é totalmente diferente. Você entra nos lugares e as pessoas já te olham de cima a baixo e com um certo &#8216;receio&#8217; por você estar ali. Quando os traços masculinos ainda não estavam tão evidentes, existiam aqueles olhares de &#8216;O que você é?&#8217;. Uma vez, estava voltando do trabalho e fui revistado por policiais na estação de trem. Nunca havia passado por situação semelhante. Um deles sentiu meu binder e perguntou que &#8216;porra&#8217; era aquela. Quando expliquei, ele pediu para eu levantar a blusa, me tratou com desdém, riu da minha cara e mandou eu passar porque &#8216;ele nem poderia estar revistando uma mulher&#8217;. Sabendo que isso pode acontecer novamente, que se fosse em um outro lugar eu poderia apanhar ou algo do tipo, bate um certo desespero&#8221;, relata Stefan.</p>



<p><br>Apesar dos olhares e de algumas situações racistas, Stefan, que é morador de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense (RJ), procura seguir sua rotina de um jovem comum. Cursa o último período de Direito, faz estágio em um escritório no Centro do Rio de Janeiro e mora com sua noiva. O universitário acredita que muitos LGBTs não se assumem devido às agressões sofridas, principalmente, dentro de casa, no ambiente familiar.&nbsp;<br>&#8220;Decidi me assumir mesmo porque minha bisavó faleceu, em 2017. Ela sempre me incentivou a ser eu mesmo, independentemente do que as pessoas diziam. Já estava fazendo acompanhamento psicológico na época e tomando coragem para me assumir. O pontapé inicial foi o corte de cabelo. Lembro bem dessa sensação de liberdade. Foi quando eu decidi que não queria mais me esconder para ninguém&#8221;, descreve Stefan, que também usa seus perfis no Facebook, Instagram e Twitter para tirar dúvidas, ouvir desabafos e acompanhar conquistas de outros jovens trans.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" width="960" height="960" data-attachment-id="5553" data-permalink="https://noticiapreta.com.br/stefaan-costa-em-2017-e-em-2018/" data-orig-file="https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2019/08/Stefaan-Costa-em-2017-e-em-2018.jpg" data-orig-size="960,960" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}" data-image-title="Stefaan Costa em 2017 e em 2018" data-image-description="" data-image-caption="" data-medium-file="https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2019/08/Stefaan-Costa-em-2017-e-em-2018-300x300.jpg" data-large-file="https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2019/08/Stefaan-Costa-em-2017-e-em-2018.jpg" src="https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2019/08/Stefaan-Costa-em-2017-e-em-2018.jpg" alt="" class="wp-image-5553" srcset="https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2019/08/Stefaan-Costa-em-2017-e-em-2018.jpg 960w, https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2019/08/Stefaan-Costa-em-2017-e-em-2018-300x300.jpg 300w, https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2019/08/Stefaan-Costa-em-2017-e-em-2018-150x150.jpg 150w, https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2019/08/Stefaan-Costa-em-2017-e-em-2018-768x768.jpg 768w, https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2019/08/Stefaan-Costa-em-2017-e-em-2018-65x65.jpg 65w" sizes="(max-width: 960px) 100vw, 960px" /></figure>



<p>Mas Stefan sente que ainda falta um passo determinante para sua transição. Ele quer fazer a cirurgia de mastectomia. Para isso, lançou uma vaquinha que vai até o ano que vem:</p>



<p>&#8220;A mastectomia é, para muitos meninos trans, uma liberdade. É algo que sempre me incomodou. Quase não consigo me olhar no espelho. É uma tristeza profunda saber que tem algo no meu corpo que eu não gosto. Por causa disso, já machuquei os seios. Quando eu me olho no espelho e vejo meu peito reto é satisfatório. Até esqueço o que tem por baixo.&#8221;</p>



<p>Para contribuir com a vaquinha, é só acessar o link&nbsp;<a href="https://abacashi.com/p/stefancosta" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://abacashi.com/p/stefancosta</a>&nbsp;O valor mínimo para doação é de R$10 e o prazo é até 2020.

</p>
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		<title>“Os homens negros que lerem esta obra se identificarão”, diz o pesquisador Caio César, um dos escritores do livro que debaterá masculinidades negras</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Luis Fernando Filho]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 28 Apr 2019 18:51:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[autores negros]]></category>
		<category><![CDATA[livro]]></category>
		<category><![CDATA[masculinidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O debate sobre homens negros e a construção das suas masculinidades ainda é um debate pouco amplificado no contexto brasileiro. Não à toa, o período de quase três séculos de escravidão no Brasil ecoa sobre os corpos masculinos, dificultando a construção das relações que envolvem raça e gênero masculino. Diante disso, será lançado o livro [&#8230;]</p>
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<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" width="720" height="540" data-attachment-id="3697" data-permalink="https://noticiapreta.com.br/livro-foto/" data-orig-file="https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2019/04/livro-foto.jpg" data-orig-size="720,540" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}" data-image-title="livro “Diálogos Contemporâneos sobre Homens Negros e Masculinidades”" data-image-description="" data-image-caption="&lt;p&gt;livro “Diálogos Contemporâneos sobre Homens Negros e Masculinidades”&lt;/p&gt;
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<p>O debate sobre homens
negros e a construção das suas masculinidades ainda é um debate pouco amplificado
no contexto brasileiro. Não à toa, o período de quase três séculos de
escravidão no Brasil ecoa sobre os corpos masculinos, dificultando a construção
das relações que envolvem raça e gênero masculino. Diante disso, será lançado o
livro “Diálogos Contemporâneos sobre Homens Negros e Masculinidades” nas
capitais de São Paulo Rio de Janeiro, nos dias nove e dezesseis do próximo mês,
respectivamente.</p>



<p>Inédito no Brasil, a
ideia de lançar uma obra feita somente por homens negros tende a promover o tema
sobre masculinidades negras- essencial neste século. Encampado pelos
organizadores Henrique Restier e Rolf Malungo, o livro conta com as
participações dos autores Caio César, Tulio Custódio, Osmundo Pinho, Bruno
Santana, Lucas Veiga, Tago Elewa Dahoma e Douglas Araújo. O prefácio,
contracapa e orelha da literatura ficam por conta dos Professores Doutores
Deivison Mendes Faustino, Renato Noguera e Márcio André.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="alignleft is-resized"><img decoding="async" data-attachment-id="3694" data-permalink="https://noticiapreta.com.br/foto-caio/" data-orig-file="https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2019/04/foto-Caio.jpg" data-orig-size="798,1200" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}" data-image-title="foto Caio" data-image-description="" data-image-caption="&lt;p&gt;Caio César é pesquisador e um dos escritores do livro&lt;/p&gt;
" data-medium-file="https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2019/04/foto-Caio-200x300.jpg" data-large-file="https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2019/04/foto-Caio-681x1024.jpg" src="https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2019/04/foto-Caio-681x1024.jpg" alt="" class="wp-image-3694" width="341" height="512" srcset="https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2019/04/foto-Caio-681x1024.jpg 681w, https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2019/04/foto-Caio-200x300.jpg 200w, https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2019/04/foto-Caio-768x1155.jpg 768w, https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2019/04/foto-Caio.jpg 798w" sizes="(max-width: 341px) 100vw, 341px" /><figcaption>Caio César é pesquisador e um dos escritores do livro</figcaption></figure></div>



<p>A ideia central do livro
é debater as diversas perspectivas sobre masculinidades negras, com o viés
racial e de gênero. Um dos autores do livro, o geógrafo, professor e
pesquisador, Caio César, reitera a importância da discussão sobre o tema.
“Nossa pauta tem muitas particularidades e abordar isso, principalmente no
Brasil de hoje em dia, é extremamente importante”, afirma. </p>



<p>Para além disso, os
homens afro-brasileiros lideram as fileiras das mortes por tráfico, policiais e
ainda convivem com diversos problemas estruturais que distanciam o homem preto
das suas questões mais particulares. Nisso, Caio destaca a importância em
humanizar o corpo negro para que, assim, o debate sobre masculinidades ganhe a
merecida atenção na sociedade.</p>



<p>No momento desta
publicação, Caio está presente no Fórum Internacional de Gênero na Tunísia,
organizado pela ONU (Organização das Nações Unidas), que vem acontecendo desde
a última terça-feira (23) e vai até 26 deste mês. No meio disso tudo, o carioca
nascido em Mesquita, Rio de Janeiro, nos concedeu uma entrevista para
conversamos melhor sobre a obra que será lançada em maio. Confira a seguir.</p>



<p class="has-text-color has-luminous-vivid-orange-color"><strong>Notícia
Preta</strong>&#8211; <strong>Como surgiu a ideia de lançarem
um livro feito somente por homens negros?</strong></p>



<p><strong>Caio: </strong>A ideia
veio dos organizadores, Henrique Restier e Rolf Malungo, com o intuito de
reunir os homens negros que, em número já considerável, produzem conteúdo sobre
o assunto. Além, claro, de colocar em pauta a nossa visão sobre o assunto,
disputando um mercado ainda bastante branco.</p>



<p class="has-text-color has-luminous-vivid-orange-color"><strong>Notícia Preta- Por que o debate sobre masculinidades negras é tão importante no Brasil?</strong></p>



<p><strong>Caio: </strong>Porque
nossa vivência, enquanto homens pretos, é bastante invisibilizada, sendo
diferente dos homens brancos em muitos níveis. Nossa pauta tem muitas
particularidades e abordar isso, principalmente no Brasil de hoje em dia, é
extremamente importante.</p>



<p class="has-text-color has-luminous-vivid-orange-color"><strong>Notícia
Preta-</strong> <strong>Como você vê ao longo da
história a construção psicosocial do homem negro e também a questão da
autoestima do homem afro-brasileiro?</strong></p>



<p><strong>Caio: </strong>Tudo na
construção do homem negro é muito corporal. A sociedade nos enxerga como corpos
para trabalho e para fetiches sexuais. E isso contribui muito na nossa
construção sob diversos aspectos. Acredito que o debate de masculinidade negra
serve, antes de tudo, para nos humanizar e mostrar novos caminhos, novas
possibilidades. Que perpassam, sim, por rever nossos comportamentos nocivos,
mas de entender uma outra construção sobre o que é ser homem negro, nossa
autoestima, nossas perspectivas etc..</p>



<p class="has-text-color has-luminous-vivid-orange-color"><strong>Notícia
Preta-</strong> <strong>Você escreve um dos capítulos do
livro. Quais são as ideias que você pretende compartilhar nele?</strong></p>



<p><strong>Caio: </strong>Meu
capítulo fala sobre alguns aspectos sociais que constroem a autoestima do homem
negro, passando pela questão da hiperssexualização e dos relacionamentos
interraciais, pois são temas muito interligados.</p>



<p class="has-text-color has-luminous-vivid-orange-color"><strong>Notícia
Preta-</strong> <strong>O lançamento da obra é, também,
uma forma de questionar o mercado editorial brasileiro com relação à
representatividade do homem negro nesse meio?</strong></p>



<p><strong>Caio: </strong>Com
certeza. E não só isso, mas questionar quais as possibilidades que homens
negros brasileiros têm hoje dentro da produção acadêmica. Nós somos os que
menos ocupam as universidades no Brasil, os que têm menos anos de estudo e, por
outro lado, os que mais morrem e os que mais estão em subempregos. Nossa
presença no mercado editorial, com este livro, questiona muita coisa.</p>



<p class="has-text-color has-luminous-vivid-orange-color"><strong>Notícia
Preta-</strong> <strong>O debate sobre masculinidades
negras proposto no livro é baseado em quais referências literárias, por
exemplo?</strong></p>



<p><strong>Caio: </strong>Cada
autor ficou livre para usar as referências que mais lhe cabiam na composição da
obra. O meu capítulo é muito pautado pelos escritos de Frantz Fanon, Angela
Davis e Osmundo Pinho.</p>



<p class="has-text-color has-luminous-vivid-orange-color"><strong>Notícia
Preta-</strong> <strong>Por que, mais especificamente os
homens negros, precisam ler esta obra?</strong></p>



<p><strong>Caio: </strong>Porque
há um debate público, midiatizado, sobre masculinidades que não necessariamente
dá conta da existência social de homens negros, justamente pela questão das
nossas particularidades. Eu acredito que os homens negros que lerem esta obra
se identificarão em muitas medidas. É importante pela questão da
representatividade.</p>
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