O Sistema Único de Saúde (SUS) deixou de usar o número da tradicional carteirinha como principal forma de identificação dos pacientes e passou a adotar o CPF como registro único de cada cidadão. A medida foi divulgada nesta sexta-feira (30) e faz parte do processo de digitalização e integração de dados da saúde pública no Brasil.
Com a mudança, o CPF passa a ser o identificador oficial dos usuários em atendimentos, prontuários eletrônicos, vacinação e acesso a medicamentos. O objetivo é unificar informações, evitar cadastros duplicados e melhorar o acompanhamento do histórico de saúde da população.

Segundo o Ministério da Saúde, a adoção do CPF como número único também permite que os sistemas do SUS conversem com outras bases de dados do governo, tornando o atendimento mais ágil e seguro. Além disso, a medida ajuda a reduzir fraudes e inconsistências cadastrais.
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Apesar da substituição, o governo afirma que ninguém ficará sem atendimento por não ter CPF. Pessoas em situação de emergência, estrangeiros, indígenas e populações vulneráveis poderão continuar sendo atendidas e cadastradas de forma provisória, com regularização posterior.
A mudança faz parte de um processo mais amplo de modernização do SUS e da política de identidade digital do cidadão brasileiro, que busca simplificar o acesso a serviços públicos e melhorar a gestão de dados na saúde.
O Sistema Único de Saúde (SUS) é o sistema público de saúde do Brasil e garantir atendimento gratuito a toda a população. Ele funciona com recursos do governo federal, dos estados e dos municípios e atende milhões de pessoas todos os dias, desde consultas e exames até cirurgias de alta complexidade. Além disso, o sistema também é responsável por campanhas de vacinação, vigilância sanitária, controle de epidemias e distribuição de medicamentos.








