Na zona norte da capital paulista, dentro da Terra Indígena Jaraguá, mais de 250 crianças e jovens da Escola Estadual Indígena Djekupe Amba Arandy estão assistindo aulas em um centro de convivência da aldeia que não oferece bebedouro, não tem água filtrada e possui sanitários sem portas.
O espaço improvisado passou a ser usado no dia 25 após a unidade de ensino original ter sido fechada pela Defesa Civil Municipal e pela Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE) no dia 10 de março. O motivo foi um deslocamento natural de terra que comprometeu a segurança do prédio.
A Secretaria da Educação informou que o centro comunitário é uma solução temporária e que está recebendo adaptações. A FDE identificou os locais que precisavam de reparos e começou os trabalhos no dia 24. A pasta também disse que levou fogão e geladeira para a cozinha coletiva da aldeia, garantindo que a merenda escolar continua sendo servida.

Reclamações sobre as más condições da escola são feitas pela comunidade há pelo menos cinco anos. Em 2021, lideranças indígenas chegaram a barrar a saída de engenheiros da Secretaria da Educação para forçar uma vistoria da Defesa Civil. Na ocasião, o governo estadual afirmou ter feito reformas, mas a estrutura ainda apresentava rachaduras, vidros quebrados e telhas danificadas.
Uma nova escola está sendo construída para atender a comunidade, com orçamento superior a R$ 3,5 milhões. A primeira etapa tem entrega prevista pelo governo para o segundo semestre deste ano.
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