Quênia proíbe buquês com dinheiro após alerta do Banco Central

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Buquês com dinheiro — Foto: Pinterest

O Central Bank of Kenya emitiu alerta oficial contra a prática de montar buquês com notas de dinheiro após a tendência viralizar nas redes sociais durante o Valentine’s Day, celebrado em 14 de fevereiro em diversos países.

Os arranjos substituem flores por cédulas dobradas, moldadas ou presas em formato de pétalas. Vídeos com o presente inusitado acumulam milhões de visualizações e mostram desde pequenas quantias até valores mais elevados organizados em embalagens decorativas.

Em comunicado, o Banco Central do Quênia afirmou que a prática compromete a integridade das notas do xelim queniano, tornando-as inadequadas para circulação. Segundo a autoridade monetária, a manipulação excessiva e a deformação das cédulas podem afetar o funcionamento de caixas eletrônicos e máquinas de contagem, além de antecipar a retirada do dinheiro de circulação.

Buquês com dinheiro — Foto: Pinterest

O órgão destacou que não se opõe ao uso de dinheiro como presente, mas reforçou que qualquer ação que altere, desfigure ou danifique as notas é considerada inadequada. A instituição também citou a legislação local. De acordo com a Seção 367 do Código Penal do país, a mutilação deliberada de cédulas emitidas por autoridade legal configura infração.

A preocupação do banco está relacionada aos custos gerados pela substituição precoce do papel-moeda. Quando cédulas são danificadas, precisam ser recolhidas e substituídas, o que aumenta despesas de produção e logística do sistema financeiro. Em economias onde a circulação de dinheiro físico ainda é significativa, esse impacto pode ser relevante.

Especialistas em política monetária apontam que a preservação das notas é fundamental para manter a eficiência do meio circulante e evitar desperdício de recursos públicos. A fabricação de novas cédulas envolve custos com papel especial, tinta de segurança e transporte, além de controle contra falsificações.

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A tendência dos buquês com dinheiro também gerou debate em outros países nas redes sociais, mas até o momento não há registros de medidas semelhantes fora do Quênia. O caso evidencia como práticas impulsionadas por plataformas digitais podem ter efeitos econômicos além do simbolismo cultural ou comercial.

Enquanto a data movimenta o comércio e as redes sociais, a orientação das autoridades quenianas é clara: o dinheiro pode ser presenteado, mas não deve ser alterado.

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