Portela entra na Sapucaí com um desfile que resgata história e ancestralidade

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Hoje, domingo, 15 de fevereiro de 2026, a centenária Portela vai à Marquês de Sapucaí, no Carnaval do Rio de Janeiro, para apresentar sua passagem pelo Grupo Especial. A Azul e Branco de Madureira será a terceira escola a desfilar nesta noite de Carnaval, trazendo ao público um enredo inédito e carregado de significado histórico e cultural.

O tema deste ano chama-se “O Mistério do Príncipe do Bará — A oração do Negrinho e a ressurreição de sua coroa sob o céu aberto do Rio Grande”, desenvolvido pelo carnavalesco André Rodrigues, que este ano assina o projeto da escola em regime solo. A proposta da Portela é revisitar a história do Príncipe Custódio, personagem de origem africana que se estabeleceu no sul do Brasil no século XIX e teve papel essencial na formação da religiosidade e cultura do Batuque, religião de matriz africana tradicional no Rio Grande do Sul.

Com 22 títulos no Carnaval carioca, a Portela busca novamente encantar o público com um desfile que mistura história e ancestralidade – Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil.

Com 22 títulos no Carnaval carioca, a Portela busca novamente encantar o público com um desfile que mistura pesquisa histórica, ancestralidade e potência visual, lembrando também a importância de narrativas negras fora dos eixos culturais tradicionais.

A bateria Tabajara do Samba, sob o comando do mestre Vitinho, promete imprimir ritmo e força ao desfile, enquanto a experiente rainha de bateria Bianca Monteiro, conhecida por sua presença marcante e energia contagiante, lidera os ritmistas na Sapucaí.

No microfone, Zé Paulo Sierra assume a voz do samba-enredo, conduzindo a comunidade e o público na interpretação da obra que celebra não apenas uma figura histórica, mas toda uma tradição de fé, resistência e identidade cultural que se espalhou pelo país.

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Thayan Mina

Thayan Mina

Jornalista pela Faculdade de Comunicação (FCS) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Atualmente mestrando pelo PPGCOM da Escola de Comunicação (ECO) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). É músico e sambista.

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