A Polícia Federal vai investigar um possível vazamento de informações relacionadas à megaoperação deflagrada nesta quinta-feira (28) com o objetivo de desarticular um esquema bilionário de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A ação, que teve como foco o setor de combustíveis, revelou que a facção utilizava instituições financeiras para ocultar patrimônio, mascarar transações e movimentar recursos ilícitos.
Segundo informações apuradas pela imprensa, houve preocupação entre os delegados federais com o número de mandados de prisão preventiva não cumpridos. Das 14 ordens expedidas pela Justiça, apenas 6 foram efetivadas, permitindo que alguns dos principais alvos escapassem da operação.

“É totalmente atípico em nossas operações acontecer isso. Prender menos do que se deveria. Geralmente, escapa um ou outro. E não a maioria como agora. Temos que investigar o porquê disso. Se houve vazamento de informações e de onde”, afirmou um dos investigadores envolvidos.
Apesar do contratempo, os agentes garantem que os mandados restantes serão cumpridos. “É uma questão de honra. Não vamos desistir”, disse um dos policiais à frente da operação.
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As equipes da PF também consideram que os materiais apreendidos nesta fase da operação podem trazer novas provas e indícios de envolvimento de outros grupos criminosos. O esquema investigado envolve adulteração de combustíveis, sonegação fiscal e transações de alto valor com empresas de fachada, utilizadas para lavar recursos obtidos ilegalmente.
O conteúdo recolhido, segundo os investigadores, é considerado relevante e volumoso, com potencial para ampliar o alcance da operação e identificar novos núcleos de atuação do crime organizado no setor privado.
A investigação continua em curso, e a Polícia Federal busca entender como e onde ocorreu o eventual vazamento de informações sigilosas, que teria comprometido parte da eficácia da ação coordenada nesta quinta-feira.