Pesquisa aponta que 61% dos brasileiros pretendem trocar de emprego em 2026

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FOTOS DAVI PINHEIRO/GOVERNO DO CEARA;

Uma pesquisa realizada por uma consultoria internacional de recursos humanos indica que 61% dos brasileiros pretendem buscar um novo emprego ao longo de 2026. O dado reflete um cenário de forte mobilidade no mercado de trabalho, impulsionado pela queda histórica da taxa de desemprego e pela ampliação das oportunidades formais no país.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil encerrou o último trimestre de 2025 com taxa de desemprego em 5,2%, o menor nível desde o início da série histórica, em 2012. O indicador sinaliza um mercado aquecido, no qual trabalhadores passam a ter maior margem de escolha e negociação, alterando a relação tradicional entre empresas e profissionais.

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A pesquisa aponta que, apenas no período mais recente, cerca de 9 milhões de brasileiros pediram demissão voluntariamente, movimento que vem sendo interpretado como estratégia de reposicionamento profissional e busca por melhores condições de vida. Diferentemente de períodos de crise, a decisão de deixar o emprego atual não está associada, majoritariamente, ao medo do desemprego, mas à expectativa de crescimento e valorização.

As motivações para a troca variam conforme o perfil do trabalhador. Entre aqueles que pretendem mudar apenas de empresa, o principal fator é o desejo de progressão na carreira, com acesso a cargos mais altos e maior reconhecimento profissional. Já entre os que planejam uma transição mais profunda, com mudança de área de atuação, o aumento salarial aparece como o principal estímulo.

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O estudo também indica que profissionais têm buscado alinhar trabalho e propósito pessoal. Casos de transição de carreira para áreas criativas, tecnológicas ou ligadas ao bem-estar têm se tornado mais frequentes, sobretudo entre trabalhadores que relatam insatisfação com rotinas excessivamente burocráticas ou com baixa perspectiva de crescimento.

Nesse contexto, a qualificação profissional ganha centralidade. Especialistas em recursos humanos avaliam que o cenário atual favorece quem investe em formação continuada, desenvolvimento de novas competências e atualização técnica. Cursos de curta duração, especializações e formações digitais aparecem como ferramentas estratégicas para ampliar a empregabilidade.

A pesquisa ainda destaca que empresas que não acompanham esse movimento, deixando de investir em desenvolvimento interno, enfrentam maior rotatividade de equipes. Para os trabalhadores, o momento é percebido como uma oportunidade de assumir maior controle sobre a própria trajetória profissional, aproveitando um mercado que, ao menos no curto prazo, oferece mais vagas do que candidatos disponíveis em determinados setores.

O levantamento reforça que a movimentação observada em 2026 não se trata de um fenômeno pontual, mas de uma mudança estrutural no comportamento dos profissionais brasileiros diante do trabalho, da carreira e das expectativas de futuro.

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