A hostilidade direcionada ao pai do volante Gerson durante a partida entre Flamengo e Cruzeiro, no Maracanã, ganhou repercussão após Marcos Silva se pronunciar nas redes sociais. Ele afirmou que as ofensas recebidas por torcedores rubro-negros têm relação com racismo. Marcão como é conhecido, é empresário de seu filho, Gerson.
Marcos Silva disse que foi alvo de insultos mesmo após a vitória do Flamengo por 2 a 0 no Campeonato Brasileiro. Para ele, o episódio ultrapassa críticas esportivas e revela preconceito racial.
“Eles deixaram de comemorar a vitória do seu time, para querer me xingar, me hostilizar, para fazer tudo de ruim comigo. Não estão reclamando pelo que fiz e deixei de fazer. Estão reclamando pelo meu trabalho e por quem sou eu. Infelizmente, pessoas não aceitam o lugar que o negro está. Não aceitam isso.”

O confronto marcou também o reencontro de Gerson com a torcida do Flamengo. O meio-campista deixou o clube carioca no meio do ano passado em meio a uma saída conturbada. Após ser negociado com o Zenit, o jogador retornou ao futebol brasileiro poucos meses depois para defender o Cruzeiro, movimento que gerou críticas entre torcedores rubro-negros.
Durante a partida, o jogador foi alvo de vaias desde o aquecimento da equipe mineira no gramado do Maracanã. As manifestações se repetiram ao longo do jogo. Entre os gritos ouvidos nas arquibancadas estavam “Ei, Gerson, vai tomar no c” e “É mercenário”, especialmente no fim do primeiro tempo.
Os últimos meses de Gerson no Flamengo foram marcados por tensão entre o atleta e parte da torcida, além de negociações e propostas envolvendo a transferência do então capitão da equipe.
O episódio no Maracanã ocorre nesse contexto de desgaste entre o jogador e torcedores do clube carioca, agora ampliado pela denúncia de racismo feita por seu pai após as ofensas recebidas no estádio.
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