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Afroreggae lança selo musical Crespo Music

Da esquerda para direita: Miguel Cariello, William Reis, Ricardo Chantily, Rodrigo Carvalho e Sany Pitbull

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O grupo cultural AfroReggae, em parceria com a Universal Music Publishing Brasil, a União Brasileira dos Compositores (UBC) e a Virgin Music Brasil, lançam o selo musical Crespo Music. O projeto tem o objetivo de revelar e desenvolver novos talentos artísticos e transformar vidas de jovens das favelas do Rio de Janeiro.

Da esquerda para direita: Miguel Cariello, William Reis, Ricardo Chantily, Rodrigo Carvalho e Sany Pitbull

O contrato foi assinado no Centro Cultural Waly Salomão, na favela de Vigário Geral, no Rio de Janeiro, mesmo local em que no ano de 1993 o AfroReggae foi criado. Estavam presentes William Reis, coordenador executivo da ONG, Sany Pitbull, diretor artístico do selo, Ricardo Chantilly, diretor da Crespo Music, Miguel Cariello, diretor-geral da Virgin Music Brasil, e Rodrigo Carvalho.

Segundo William Reis, o selo espera ter a diversidade da favela e dar acesso ao mercado da música para aqueles que não têm oportunidade. “A gente espera receber a diversidade da favela: rap, gospel, funk, trap… Até banda de rock, como já tivemos trabalhando aqui”. Reis comemora o lançamento do selo: “Vamos fazer a cidade entrar aqui em Vigário Geral, trazer mais gente de fora para gravar com a gente, dar acesso a quem não tem acesso ao mercado da música”.

O Crespo Music já surge com um catálogo que inclui centenas de fonogramas originais compostos para as trilhas dos seriados produzidos pelo AfroReggae Audiovisual, responsável pela criação de conteúdo da organização cultural AfroReggae. Entre essas séries estão “Arcanjo Renegado” e “A Divisão”, destaques da programação da plataforma brasileira de streaming GloboPlay.

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A criação do selo é um sonho de Sany Pitbull, que também é diretor de produção da AfroReggae Audiovisual. O carioca é DJ, compositor, produtor e “maestro” de trilhas sonoras. Para ele, o projeto vai ajudar a transformar vidas e atender às demandas de trabalho. 

“Sempre vi as comunidades como um celeiro de talentos. São tantos jovens que a gente descobre cantando na rua, no trem… Com essa marca e essa estrutura vamos ajudar a transformar mais vidas e ter mais braços para atender às demandas de trabalho. No momento já temos mais oito produtos audiovisuais na fila de produção, temos projetos até 2025”, conta Pitbull, um dos grandes renovadores do gênero “baile funk”. 

O grupo cultural AfroReggae tem 30 anos e é referência mundial em inclusão social por meio da arte e da educação. Em 2015 integrou as ações da campanha Metas Globais, da Organização das Nações Unidas (ONU), com um dos 17 compromissos assumidos por 193 líderes globais para o desenvolvimento sustentável, com o objetivo de combater a pobreza extrema e a desigualdade.

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