“Não iremos contribuir para prejudicar os trabalhadores”, diz Lula ao defender debate sobre o fim da escala 6×1

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a lei torna obrigatória a coleta de material biológico (DNA) de condenados e investigados por crimes contra a dignidade sexual, para identificação do perfil genético. Foto: Palácio do Planalto/Flickr

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira (3) que o debate sobre o fim da escala de trabalho 6×1 precisa ser conduzido por meio de diálogo entre trabalhadores, empresários e governo. Durante a abertura da Conferência Nacional do Trabalho, realizada no Anhembi, em São Paulo, o presidente defendeu que a definição da jornada leve em conta as diferenças entre categorias profissionais.

“Não iremos contribuir para prejudicar os trabalhadores e também não queremos contribuir para prejuízo da economia brasileira. Queremos contribuir para, de forma bem pensada e harmonizada, a gente possa encontrar uma solução. Qual é a jornada ideal? Para muitas categorias tem jornada diferenciada. Pode ter até regra geral, mas na hora de regulamentar vai ter que cair na especificidade de cada categoria”, disse.

Em 2024, o Brasil atingiu o maior número de afastamentos no trabalho por ansiedade e depressão na última década. Os dados mostram que foram concedidas 472.328 licenças médicas no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), por transtornos psicológicos.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o debate sobre o fim da escala de trabalho 6×1 precisa ser conduzido por diálogo – Foto: Palácio do Planalto/Flickr

Lula afirmou que o governo trabalha na construção de propostas que atendam simultaneamente trabalhadores e setor produtivo. “Estamos tentando construir um conjunto de propostas que interessa a empresários e trabalhadores para dar mais comodidade nesse mundo nervoso para que as pessoas tenham mais tempo de estudar, ficar com família, descansar”, declarou.

A redução da jornada semanal de 44 para 40 horas se tornou uma das principais propostas econômicas defendidas por Lula. O tema, no entanto, enfrenta resistência de parte do setor produtivo, que argumenta que a mudança pode elevar custos para empresas e impactar preços ao consumidor.

O evento contou com a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin e dos ministros Luiz Marinho (Trabalho), Fernando Haddad (Fazenda) e Simone Tebet (Planejamento).

Tebet afirmou que a redução da jornada é viável e defendeu o fim da escala 6×1. “dizer que o Brasil vai quebrar com o fim da escala 6×1 é não conhecer a realidade do Brasil”.

A ministra também citou estudos produzidos pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) que, segundo ela, indicam a viabilidade da mudança.

Fernando Haddad afirmou que a discussão sobre jornada de trabalho precisa envolver a sociedade e estar ligada ao desenvolvimento econômico e tecnológico do país.

Luiz Marinho declarou que a redução da jornada pode elevar custos empresariais, mas afirmou que a medida pode melhorar as condições de trabalho e a qualidade de vida.

O ministro também informou que o governo pode enviar um projeto de lei com urgência ao Congresso caso avalie que a tramitação atual sobre o tema não avance com a velocidade esperada.

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Thayan Mina

Thayan Mina

Jornalista pela Faculdade de Comunicação (FCS) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Atualmente mestrando pelo PPGCOM da Escola de Comunicação (ECO) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). É músico e sambista.

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