Filipe cumpria prisão domiciliar em Ponta Grossa, no Paraná. O ex-assessor foi condenado a 21 anos de prisão por participação na trama golpista
Nesta sexta-feira (2), o ex-assessor de Assuntos Internacionais do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro foi preso pela Polícia Federal (PF). Filipe Martins teve prisão preventiva autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes que determinou a prisão após descomprimento de medidas cautelares impostas a Filipe que foi condenado a 21 anos de prisão por participação na trama golpista.
Em decisão Moraes afirmou que “Filipe Garcias descumpriu as medidas cautelares impostas quando fez uso de suas redes sociais, mesmo sabendo que estava proibido de usá-las. Essas circunstâncias por si sós evidenciam o desprezo do réu pelas medidas impostas e pelo próprio sistema jurídico, pois não respeita as normas e não cumpre as decisões judiciais” explicou o ministro
Filipe cumpria prisão domiciliar em Ponta Grossa, no Paraná. O ex-assessor foi acusado pela PGR por ter participado ativamente da trama golpista, atuando como uma espécie de emissário, participando de reuniões e auxiliando na elaboração da chamada “minuta do golpe”. Na última terça-feira (30), o ministro determinou que a defesa de Filipe Martins se manifestasse sobre um possível descumprimento de medidas cautelares.

O que diz a defesa
Através de um vídeo, o advogado de defesa Jeffrey Chiquini negou que o ex-assessor tenha descumprido alguma medida cautelar e afirmou que Filipe Martins “Estava cumprindo de forma exemplar”.
Segundo a defesa, Martins “Nunca recebeu nenhuma advertência, nunca foi advertido por ter descumprido qualquer ordem judicial”.
Para o advogado Jeffrey, a medida imposta por Moraes é uma “medida de vingança” e que Martins está sendo punido “sem que tenha feito nada de errado”.
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“Hoje, o STF coloca em prática aquilo que já queriam desde 2019, quando Filipe Martins foi selecionado como líder do gabinete do ódio. Hoje, Alexandre de Moraes coloca em prática aquilo que desde sempre queria: prender Filipe Martins. Não é uma medida cautelar, é uma medida de vingança. Trata-se, evidentemente, de início de cumprimento da pena”, finalizou o advogado.









