Enquanto cidades do Oriente Médio registram ataques com mísseis e drones após a escalada do conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel, milionários que vivem na região estão pagando até US$ 350 mil, o equivalente a cerca de R$ 1,8 milhão, para deixar o território em rotas privadas de evacuação.
Segundo informações divulgadas pelo site internacional Semafor, empresários, executivos de grandes instituições financeiras e turistas de alto poder aquisitivo têm buscado empresas de segurança privada para organizar saídas emergenciais, especialmente a partir de Dubai e Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos.
Com aeroportos locais fechados, a principal alternativa tem sido uma rota terrestre em SUVs com equipes de segurança até a Arábia Saudita. De lá, os clientes fretam jatos particulares com destino à Europa.

“A Arábia Saudita é a única opção real para quem quer sair da região agora”, afirmou Ameerh Naran, diretor executivo da corretora de jatos Vimana Private, ao Semafor.
A empresa britânica de segurança Alma Risk também confirmou a alta demanda. “Fomos procurados por famílias, indivíduos e empresas que desejam sair da região, seja por medo pela sua segurança ou por motivos comerciais”, disse Ian McCaul, representante da companhia.
A movimentação acontece em meio a um cenário de tensão crescente. No último fim de semana, ataques iranianos atingiram áreas do Golfo após ações coordenadas dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. Entre os locais impactados estão Dubai, Abu Dhabi, Israel, Catar, Kuwait, Bahrein, Omã, Arábia Saudita e Iraque.
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Imagens divulgadas nas redes sociais mostraram fumaça no horizonte de Dubai após interceptações aéreas. O hotel Fairmont The Palm registrou incêndio após destroços de um ataque interceptado atingirem a área externa. O icônico Burj Al Arab também foi atingido por estilhaços de um drone interceptado. Segundo o governo de Dubai, não houve feridos e as chamas foram controladas.
Enquanto parte da população enfrenta os efeitos diretos dos bombardeios e da instabilidade regional, a saída de super-ricos evidencia como, em cenários de conflito, segurança e mobilidade tornam-se privilégios acessíveis apenas a quem pode pagar.
O processo judicial, diplomático e militar envolvendo os países segue em desdobramento, ampliando a tensão na região.









