Governo recebe manifesto de 42 organizações feministas com mais de 300 assinaturas

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Organizações feministas e movimentos sociais apresentaram ao governo federal um manifesto com propostas de políticas públicas voltadas às mulheres no Brasil. O material foi entregue nesta quinta-feira (5), em Brasília, à ministra das Mulheres, Márcia Lopes, e ao ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, reunindo reivindicações sobre trabalho, direitos reprodutivos, enfrentamento à violência, racismo e democracia.

O manifesto foi elaborado pela Articulação Nacional do 8 de Março e reúne mais de 300 assinaturas de entidades. O texto integra a mobilização nacional em torno do Dia Internacional de Luta das Mulheres, que terá atos em diversas cidades do país.

A construção do documento envolveu uma rede formada por 42 organizações feministas, sindicatos, movimentos populares e coletivos de diferentes regiões do Brasil. As discussões começaram em janeiro e dialogam com debates da 5ª Conferência Nacional de Políticas Públicas para as Mulheres, realizada em Brasília em 2025.

O manifesto foi elaborado pela Articulação Nacional do 8 de Março e reúne mais de 300 assinaturas de entidades – Foto: Tânia Rego/Agência Brasil.

Intitulado “Pela vida das mulheres: contra o imperialismo, por democracia, soberania e pelo fim da escala 6×1”, o manifesto reúne reivindicações históricas do movimento feminista e demandas relacionadas ao cenário político e econômico atual.

Entre as propostas centrais está o fim da escala de trabalho 6×1. Para as organizações, a mudança pode reduzir desigualdades no mercado de trabalho, especialmente para mulheres que acumulam emprego remunerado e tarefas domésticas.

O documento também propõe ampliar as políticas de enfrentamento à violência contra as mulheres. Entre as medidas defendidas está a criação de uma lei fora do teto de gastos de R$ 10 bilhões para financiar ações coordenadas pelo Ministério das Mulheres e a expansão da rede de atendimento com centros especializados, casas de acolhimento e unidades da Casa da Mulher Brasileira.

Na área dos direitos reprodutivos, o manifesto defende a legalização do aborto e a ampliação do acesso ao procedimento nos casos previstos em lei, além de atendimento integral às vítimas de violência sexual.

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Thayan Mina

Thayan Mina

Jornalista pela Faculdade de Comunicação (FCS) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Atualmente mestrando pelo PPGCOM da Escola de Comunicação (ECO) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). É músico e sambista.

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