Uma comissária de bordo norte-americana viralizou nas redes sociais após relatar ter recebido cerca de R$ 1.125 em gorjetas de passageiros durante um voo. Brittney Bluitt contou à revista People que o valor foi entregue em um saco de papel usado normalmente para enjoo, passado discretamente por um passageiro enquanto ela realizava o serviço de bordo.
Segundo Brittney, naquele momento ela acreditou estar apenas recolhendo lixo. “Sinceramente, achei que ele estivesse me entregando algo que precisava ser descartado”, disse. Após finalizar o atendimento aos demais passageiros, a comissária levou o envelope ao espaço da tripulação e só então decidiu abrir. Dentro, encontrou diversas contribuições feitas pelos passageiros, somando aproximadamente US$ 208, valor equivalente a pouco mais de R$ 1.100.

“Foi aí que a ficha caiu”, relembrou. “Pode não parecer muito para alguns, mas foi uma bênção incrível para mim.” A comissária afirmou que o gesto foi ainda mais significativo porque ocorreu em um período emocionalmente difícil, marcado por desafios financeiros e ausência do espírito festivo que normalmente associa às festas de fim de ano.
O caso reacende discussões em torno das condições de trabalho na aviação e do papel das gorjetas. Embora comuns em setores como alimentação e hotelaria, gorjetas a bordo não seguem uma regra universal. Em algumas companhias aéreas, são desencorajadas para evitar a percepção de favorecimento a determinados passageiros; em outras, não há proibição explícita. A prática costuma ser mais aceita em serviços oferecidos em solo, como assistência a passageiros com mobilidade reduzida ou transporte interno em aeroportos, especialmente nos Estados Unidos.
A história ganhou grande repercussão nas redes sociais, tanto pelo gesto coletivo dos passageiros quanto pelo contexto social que a envolve. Trabalhadores do setor aéreo frequentemente relatam sobrecarga física e emocional, longas jornadas e impacto direto em sua saúde mental, realidade que atinge especialmente mulheres e trabalhadores negros, que costumam enfrentar maiores vulnerabilidades no mercado de trabalho.
Brittney não revelou a companhia aérea na qual atua, mas destacou que o gesto representou mais do que um valor financeiro. Para ela, o episódio simbolizou um momento de humanidade em meio à rotina exaustiva. “Foi um lembrete de que ainda existem pessoas gentis no mundo”, afirmou.









