Algumas das mensagens trocadas pelos alunos era uma lista que classificava alunas como “mais e menos estupráveis”, além de comentários ofensivos e sexualizados
Alunos 9º ano do ensino fundamental do colégio particular São Domingos, no bairro de Perdizes, em São Paulo foram suspensos após troca de mensagens misóginas compartilhadas em grupo de WhatsApp. Alunas ouvidas pelo jornal UOL, afirmam que uma das mensagens era uma lista onde nomes de alunas eram elencadas como “mais e menos estupráveis”. Os adolescentes têm a idade entre 13 e 14 anos.
O colégio não detalhou o conteúdo das conversas e nem especificou quantos alunos foram suspensos e qual seria a participação dos estudantes no caso. O posicionamento da escola gerou controvérsias entre os próprios alunos, que na quinta-feira (12) colaram papéis nas paredes com frases de protesto, enquanto secundaristas vestiram ou usaram acessórios na cor lilás que se tornou símbolo da luta por igualdade de gênero.

Para os protestantes mesmo a situação não tendo acontecido dentro do ambiente escolar é obrigação do colégio ajudar a conscientizar os alunos para que as ameaças não se propaguem nem se concretizem.
Em nota oficial o colégio informou que tomou ciência de um “conjunto de mensagens, compartilhadas por estudantes em grupos de WhatsApp (não institucionais), de caráter misógino” e que desde então a instituição está se mobilizando para “enfrentar essa situação com a sensibilidade, a responsabilidade e o sigilo que competem a uma instituição de educação”.
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Confira o comunicado na íntegra
No dia 11 de março, tomamos ciência de um conjunto de mensagens, compartilhadas por estudantes em grupos de WhatsApp (não institucionais), de caráter misógino, ofensivo à comunidade do Colégio São Domingos – em especial, às estudantes – e em total desacordo com os princípios e valores desta instituição de ensino.
Desde que tomamos conhecimento deste fato, que se originou na virtualidade das relações que os adolescentes estabelecem por meio do acesso ao celular e às mídias sociais e aos conteúdos digitais a eles vinculados, estamos mobilizados em enfrentar essa situação com a sensibilidade, a responsabilidade e o sigilo que competem a uma instituição de educação.
Como ação imediata, as seguintes medidas educacionais foram adotadas:
- Escuta e acolhimento das estudantes;
- Conversa com os estudantes autores das postagens;
- Conversas reservadas com os familiares dos estudantes envolvidos nas publicações;
- Suspensão temporária dos envolvidos de todas as atividades curriculares e extracurriculares;
- Conversas com as turmas, com amplo comprometimento dos educadores na discussão do tema em sala de aula.
Concomitantemente a essas ações, membros da equipe pedagógica compõem o Grupo de Trabalho formalmente instituído, no dia 11 de março, em ato promulgado pelo diretor presidente da Associação Cultural São Paulo (mantenedora do colégio), para apurar e acompanhar os desdobramentos dessa ocorrência, assim como indicar medidas restaurativas cabíveis.










