Brasil bate recorde em liberação de agrotóxicos e defensivos em 2025

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Segundo dados divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), o país encerrou 2025 com 912 registros concedidos de agrotóxicos e afins. Desse total, 323 são produtos técnicos, segmento voltado exclusivamente para uso industrial. 

O balanço anual aponta recorde histórico na liberação de produtos biológicos e avanços na modernização regulatória do setor. Entre os produtos liberados, 162 são classificados como bioinsumos, sendo o maior quantitativo já registrado no país, um crescimento de 50% em relação a 2024.

Essa modalidade abrange produtos formulados biológicos, microbiológicos, bioquímicos, extratos vegetais, reguladores de crescimento e semioquímicos, com muitos deles autorizados para uso na agricultura orgânica. 

Entre os produtos liberados, 162 são classificados como bioinsumos, sendo o maior quantitativo já registrado no país. Fonte: Reuters/Davi Pinheiro/Agência Brasil

Houve também o registro para um novo ingrediente ativo de origem química inédito, além de 101 produtos equivalentes ou genéricos e 15 classificados como bioinsumo. A chegada desses novos componentes no mercado brasileiro representa um avanço estratégico para o desenvolvimento da defesa fitossanitária e competitividade agrícola.

O MAPA ressalta que, apesar do grande número de registros concedidos, isso não significa que todos eles foram aplicados na agricultura. Em 2024, 58,6% das marcas comerciais de agrotóxicos químicos registradas e 13,6% dos ingredientes ativos sequer chegaram a ser comercializados.

O processo de registro de agrotóxicos no Brasil é rigoroso e envolve análises técnicas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), que diz respeito aos impactos à saúde humana; IBAMA, riscos ambientais; e do Ministério da Agricultura quanto à eficiência, eficácia e praticabilidade. O registro final é liberado após parecer dos três órgãos. De acordo com o MAPA, as ações de 2025 focaram no fortalecimento da fiscalização, com publicação de chamamentos públicos para atualização documental e revisão técnica de produtos.

Para a Diretora do Departamento de Sanidade Vegetal e Insumos Agrícolas, Edilene Cambraia, o balanço demonstra que o Brasil avança com transparência e inovação. “Os trabalhos desenvolvidos e os dados de 2025 demonstram que o país avança com transparência, segurança e inovação no registro de produtos químicos. O Brasil reforça sua liderança global no desenvolvimento e adoção de bioinsumos, que representam hoje a maior transformação tecnológica no campo e um dos pilares da agricultura sustentável “, destaca Edilene. 

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Maria Eugênia Melo

Maria Eugênia Melo

Nortista, de Palmas capital do Tocantins. Formada em Jornalismo pela Universidade Federal do Tocantins.

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