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Bahia é o único clube da Série A com técnico negro no comando

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O Esporte Clube Bahia parece ter dado um passo adiante no apoio à diversidade e na luta contra o racismo no futebol. Cada vez mais protagonista nesse sentido, a instituição é a única entre os 20 clubes da elite nacional a ter no comando um técnico negro. Recém-contratado, Roger Machado tentará resgatar o orgulho dos torcedores baianos neste Campeonato Brasileiro.

Antes de chegar ao Bahia, o técnico gaúcho passou por grandes clubes do futebol brasileiro, como o Grêmio, Palmeiras e Atlético Mineiro. Roger chegou para suprir a falta de bons resultados do então comandante, Enderson Moreira, que foi demitido após os resultados ruins no início desta temporada. Acaso do mercado ou não, clube e treinador encontram-se num momento específico em que os baianos aderiram às políticas de reparação às desigualdades, a partir de sua política institucional.

Roger Machado técnico do Esporte Clube Bahia

Nos últimos anos, a gestão atual vem pautando as temáticas com relação à diversidade racial e de gênero. Nesse sentido, o clube criou o Núcleo de Ações Afirmativas e também promove o debate nas redes sociais e nas ações de marketing.

Um dos responsáveis pela atual política, o presidente do Bahia, Guilherme Bellintani, destaca a importância do debate sobre a falta de diversidade no futebol local, mas também reitera o dado alarmante.

– Ao mesmo tempo que é motivo de orgulho termos o único técnico negro da Série A, ficamos tristes que esse número seja tão baixo, ainda mais quando comparado à quantidade de atletas negros- afirma.

O Bahia na trincheira do combate ao racismo no futebol

As ações do clube baiano, porém, vão além do debate nas redes sociais. No final do ano passado, a diretoria resolveu homenagear as personalidades negras do país em alusão ao chamado Novembro Negro. Na ocasião, a instituição personalizou as camisetas dos jogadores que entraram em campo pela Série A com nomes que iam de Zumbi dos Palmares até Edison Carneiro.

A principal intenção da diretoria é trabalhar, no intuito de garantir o acesso da população negra mais pobre ao estádio do clube, a Fonte Nova. Com o incentivo do debate racial através do Núcleo de Ações Afirmativas e na popularização dos planos de sócios, o Bahia largou na frente do placar quando o quesito é o combate ao racismo.

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