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Alerj não aprova projeto de lei que visa priorizar investigações de mortes de crianças e adolescentes por agentes do Estado

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A Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) barrou o projeto de lei que determinava a prioridade para investigações de casos de mortes de crianças e adolescentes. O Projeto de Lei Ágatha”, como ficou popularmente conhecido, foi alterado pela Comissão de Constituição e Justiça da Casa que anexou a sugestão a um outro projeto, que trata de crimes hediondos. Este outro projeto, entretanto, não inclui aqueles cometidos por agentes do Estado. 

O PL 1622/2019 era de autoria das deputadas Renata Souza, Dani Monteiro (PSOL) e Martha Rocha (PDT). A movimentação contou com o voto de minerva do presidente da Comissão, Márcio Pacheco (PSC), ex-líder do governo de Wilson Witzel.

Somente neste ano em 2020, 17 crianças e adolescentes foram assassinadas no Rio de Janeiro. Dessas, 14 foram em ação policial.

Relatório aponta Rio como estado que mais registrou mortes em ações policiais

O Relatório da Rede de Observatórios da Segurança divulgado na semana passada aponta que o Rio de Janeiro foi o estado que mais registrou mortes, em números absolutos, em ações policiais entre junho de 2019 e maio deste ano. No período, foram contabilizadas 2.772 operações da corporação e 483 óbitos — ou seja, a cada cinco ações, uma vida foi perdida no território fluminense.

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